30.3 C
Manaus, BR
24 de julho de 2021
Destaques

Votos de eleitores não devem ser tratados como mercadoria

É comum ouvirmos em nossas cidades, seja capital ou seja interior, a infame compra e venda de votos. Seja por dinheiro, seja por algum rancho ou seja por algum tipo de vantagem, eleitores ainda são pegos recebendo de candidatos a representantes políticos da sociedade. É algo não considerado ético que alguns têm o conhecimento de ser algo errado, mas nem todos têm a consciência.

A compra e a venda de votos possuem as suas consequências, tanto para a falta de escolha de candidatos que seguem as leis como também penalidades, mesmo se não houver o voto segundo o artigo 299 do Código Eleitoral. Yngrid Ventilari, advogada eleitoral, destacou esse primeiro aspecto da consequência da compra e venda de votos.

“Conforme pesquisa realizada pela Checon Pesquisa/Borghi, encomendada pelo TSE, mostrou que em quase 2.000 eleitores entre 18 e 60 anos em 7 capitais de todo Brasil, revela que poucos entendem que a compra de votos trata-se de algo ilegal, muitos compreendem que a troca de votos por benefício é algo natural, é atenção do candidato para com aquele eleitor. Muitos não se enxergam como vítimas ou infratores. Ao tratar o voto como mercadoria, o eleitor ajuda a eleger alguém que usa de métodos ilegais e imorais para representá-lo no poder. Ademais, o eleitor abre mão do seu poder de cidadão ao permitir um governante corrupto tomando decisões que influenciarão na vida de toda a comunidade. Lembrando que o eleitor que vende seu voto é tão corrupto quanto o candidato que compra. Se você não pretende compactuar com esse crime, denuncie em caso de tomar conhecimento”, afirmou Yngrid.

Já no segundo caso, as penalidades conforme a lei, “Para quem vende, candidato, é cassação do registro de candidatura e, caso eleito, cassação da diplomação. Cabendo ainda prisão até 4 anos, multa, e a possibilidade de tornar-se inelegível por 8 anos. A compra de votos se enquadra nas condições de inelegibilidade apontadas pela Lei da Ficha Limpa”, disse a advogada eleitoral ao Amazônia Press. E acrescentou. “Para quem vende, eleitor, são 4 anos de prisão e multa”.

Yngrid Ventilari falou que é feito a orientação sobre a importância do voto consciente. E também falou com o portal Amazônia Press sobre como pode ser feito a denúncia. “Todo e qualquer cidadão pode fazer denúncia ao Ministério Público. O ideal é que a denúncia seja feita por escrito, contendo detalhes, com indicação de local e nomes se possível. Fotos, documentos, vídeos que comprovam o ato. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou o aplicativo PARDAL que recebe as denúncias por celular”, finalizou.

Publicações Relacionadas

Combate a focos de calor em Boca do Acre ganha reforço de 38 brigadistas florestais

Shayenne Medeiros

Operação Sangria é preocupação de Wilson Lima

Luciana Silva

David Almeida pede prudência contra a Covid-19 e atenção às fake news

Luciana Silva

Deixe um comentário

WhatsApp chat
takipçi al takip2018 takipcihilesi
takipçi al takip2018 takipcihilesi