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5 de agosto de 2021
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Vida de solteiro cansa?

O questionamento sobre a vida em casal pode surgir a qualquer idade e dos dois lados, tanto os homens quanto as mulheres se perguntam sobre o assunto. Talvez as questões relacionadas podem ser muito diferentes, mas ainda assim, em algum momento, se afunilam e acabam gerando questões mais abrangentes para ambos. 

A conversa do meu grupo de amigas falava sobre como é bom ter alguém para dividir os momentos em casa, ver filmes, jantar, passear juntos, essas coisas que são muito melhores com companhia. Uma das minhas amigas foi apontada como aquela que “pega todos”, e justamente ela dizia o quanto sente falta de um namorado, após alguns anos casada e então se separou porque descobriu a traição do marido. Uma outra amiga, solteira convicta, que escolheu se separar do marido bem cedo para criar o filho com seus ideais, relatou o mesmo fato, apesar de admitir gostar de ficar sozinha. E assim os “depoimentos” foram surgindo.

O papo foi longo e começou a ficar divertido quando uma delas listou as coisas que os homens fazem em casa, alegando porque ela não sente saudade de ser casada (esta ficou viúva recentemente e aos poucos está retomando a vida normal). A lista incluía as meias jogadas no chão, pilhas de cuecas para lavar, comer tudo de melhor que tem na geladeira sem pensar que há outras pessoas na casa, querer assistir jogos na televisão e filmes de guerra, ao invés dos filmes  de comédia romântica, escapadinhas pela casa (como banheiro) para ler conversas de WhatsApp sabe-se lá com quem, e outras ‘coisitas’ mais. 

Na minha cabeça ficaram borbulhando perguntas do tipo “o que será que os homens devem falar que nós mulheres fazemos de errado?”. Afinal, se nós conseguimos listar vários pontos do universo masculino que nos incomodam, quais seriam os nossos que incomodam eles? Seriam as respostas dos nossos tópicos? Exemplo: nós não queremos que deixem as meias jogadas, nós não queremos que comam tudo que tem na geladeira, nós queremos ver filmes bobos, nós somos curiosas com o conteúdo do celular deles. Será isso?

Mas então se fossemos pensar no lado bom de estar com alguém, as questões permearam lado a lado? Seriam as mesmas? Eu que não levantei nenhuma questão na conversa, pois gosto de estar casada e, apesar do meu marido não ser perfeito, adoro nossa vida e nossas particularidades, fiquei pensando o que ele falaria de mim. Tenho outras amigas que, assim como eu, gostam dos seus relacionamentos imperfeitos e outras que se separaram porque queriam mais de uma relação, ou melhor, não se contentaram com o que não receberam. Será que existe um padrão?

A verdade é que até mesmo os solteiros mais convictos uma hora cansam. Chega um momento na vida que tudo ao redor se parece diferente, com mais ou menos valor, e esse sentimento está relacionado com as pessoas que nós convivemos. Família, amigos, relacionamentos. A vida parece “rica” dependendo de quais pessoas nos relacionamos. Ou parece “pobre” pelo mesmo fato. Por isso, há pessoas vazias, casadas, e pessoas repletas de solteiras. Não há um padrão, o que existe é a necessidade de se sentir bem da maneira que cada um escolhe, sem julgamentos ou a imposição de uma vida bonita para a sociedade. Sentir-se bem não mudará ao lado de qualquer pessoa, mas sim daquela que desperta as melhores coisas, seus melhores valores. 

Se eu pudesse tirar uma conclusão dessa conversa com as minhas amigas, seria o fato de que cada um deve se escutar e não se espelhar em quem queremos parecer, mas sim em quem queremos ser de verdade. Os valores dos outros são como roupas, talvez não sirvam para a gente!

Por Mariana Goulart

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