Um grupo de ativistas deve fazer o percurso de 700 km, a pé, na BR-319 em prol da pavimentação da estrada

Ativista marcham em prol da BR 319
Foto: Mateus Araújo

Nós do Amazônia Press prezamos pela nossa Amazônia e também defendemos o avanço da tecnologia, da geração de emprego e renda, e também, claro, da pavimentação das rodovias, estradas e vicinais de nosso Estado. Engajados nessa temática, a do desenvolvimento, recebemos em nossos estúdios, nesta sexta-feira (26), os lideres do Movimento Brasil Livre (MBL), Arthur Fernandes e Jhony Souza. Eles estão mobilizando a população em geral e que sonha em trafegar pela BR-319, engendrando por um trajeto pavimentado e propício para motoristas que desejam fazer uma viagem rápida e sem intercorrências de Humaitá até Manaus ou de forma inversa.

De acordo com os coordenadores do movimento, o ato tem como propósito chamar a atenção do poder público sobre a situação da estrada que está completamente abandonada.

O coordenador do MBL em Manaus, Arthur Fernandes, reconhece que “o sacrifício é enorme”, mas ressalta que é necessário para manifestar o descontentamento dos amazonenses, reféns da falta de logística.

O percurso a ser traçado é de 700 quilômetros, ao longo da BR-319, no trecho entre Humaitá (AM) e Manaus. A rodovia completa de Porto Velho até Manaus possui 900 quilômetros, sendo que há trechos ao longo da via que não são pavimentados.

O líder do MBL- AM, Jhony Souza, ressalta que a pavimentação da BR-319 irá beneficiar principalmente os moradores das comunidades ao longo da estrada.

“Tem muitos agricultores ao longo da via que produzem e não conseguem escoar seus produtos, nem comprar os insumos necessários para a continuidade de suas atividades. Portanto, durante a caminhada, iremos fazer paradas nestas comunidades e colher assinaturas e depoimentos desses moradores da BR-319. A intenção é fazer um documentário para mostrar para as autoridades a dificuldade que essa população vive”, informou Jhony.

O ativista pontuou que, ha décadas os governantes se escoram no argumento da falta de licenciamento ambiental, mas que na verdade é lícito que há um conchavo por partes de empresários e políticos pouco interessados no desenvolvimento da região Norte.

Para os coordenadores, a pavimentação da rodovia impacta todos os brasileiros. Logo, o convite é aberto a toda a sociedade que queira participar da marcha que deve durar cerca de 20 dias. Eles também destacaram que durante o período do percurso haverá custos que precisam ser supridos, por isso, os interessados podem contribuir com os custos, e para tal, basta entrar em contato com eles por meio da página do movimento, onde há mais informações.

“Estamos unindo o país todo neste ato, e desde já contamos com pessoas de todos os Estados do Norte, mas também sabemos que há pessoas, inclusive, da região sul do Brasil nos apoiando e que vão participar do ato”, informou Jhony.

“Somos um movimento livre e o nosso motivo maior como amazonense é de mobilizar toda a população para cobrar o que é de direito de todos nós amazonenses ou não, mas que a sociedade seja engajada no progresso do Brasil”, pontuam os líderes que aguardam a recepção do ministro de Infra Estrutura, Tarcísio de Freitas, que promete viabilizar a obra.

A caminhada está programada para acontecer no dia 10 de agosto e deve levar aproximadamente 20 dias. E para comemorar o feito, haverá uma festa na Ponta Negra no dia 1 de setembro.

O programa Amazônia Press no Ar, vai ao ar pelas lives no Facebook, Instagran e Youtube, também é transmitindo, ao vivo, pelas rádios 104,9 e pela 89,3.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here