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18 de abril de 2021
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Turismo de Base Comunitária é a nova aposta para o Amazonas

Aumentar a visibilidade do turismo de base comunitária no baixo Rio Negro. Esse é o objetivo do projeto ‘Turismo Transforma’, do Sebrae Amazonas, que terá dois importantes webinars nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro: o Diálogos Criativos na Amazônia e o Laboratório de Turismo na Amazônia.

No primeiro, que vai acontecer de 9h às 17h, será apresentado o ‘Caminhos do Rio Negro/Rede Trilhas’. Uma trilha com mais de 620km de extensão, que percorre unidades de conservação do Mosaico do Baixo Rio Negro. Passa pelos municípios de Manaus, Iranduba, Novo Airão e Barcelos, alternando em trilhas de terra firme e aquáticas.

Durante o encontro, especialistas de outros estados vão abordar, também, sobre o turismo de aventura e os desafios pós pandemia. O objetivo é contribuir com a formação da cadeia que surge a partir das trilhas definidas no Amazonas, oportunizando a troca de experiências entre os atuantes dessa cadeia, principalmente na região do baixo ao médio Rio Negro e profissionais experientes no mercado, promovendo, ainda a divulgação das trilhas demarcadas.

No segundo, que vai ocorrer de 9h às 12h, será lançado o site vitrine ‘Viver Amazônia’, que reúne produtos turísticos de três comunidades da RDS Rio Negro: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no lago do Acajatuba, Santa Helena do Inglês e Tumbira. Uma vitrine com opções de roteiros que têm potencial para conectar pessoas, proporcionando experiências genuínas e momentos inesquecíveis. Para essa programação são aguardados, principalmente, operadores e agentes de viagens.

Os webinars são uma realização do Sebrae AM e contam, ainda, com a parceria da Associação Zagaia Amazônia, da Fundação Amazonas Sustentável, da Amazonastur e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA). Esta última incorporando um projeto do órgão já em andamento, o Rede de Trilhas.

Turismo Transforma

Lançado em agosto pelo Sebrae Amazonas, com várias capacitações on-line, a iniciativa visa repensar o futuro da atividade no estado. “Nosso ponto forte é a natureza, por isso pensamos no turismo de base comunitária, que tem um potencial gigantesco, com atrativos belíssimos”, explicou o gestor do projeto, Fábio Souza.

Analista sênior de Turismo Fábio Souza

“Com a pandemia, realmente o turismo teve uma queda muito grande. O Sebrae quer transformar essa realidade. Mostrar para o Brasil, para o Mundo e, também, para os amazonenses essa região, de belezas naturais únicas”, destacou Souza.

Sobre o Turismo de Trilhas

Como atividade econômica, trata-se de uma modalidade muito comum na Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Argentina entre outros países.

Somente na França, onde há 180 mil quilômetros de trilhas sinalizadas, calcula-se que 20 milhões de pessoas percorreram esses caminhos em 2013, quando foram vendidos 4,7 milhões de pares de botas de caminhadas nas lojas francesas. No mesmo ano, estudo feito pelo Comitê Regional de Turismo da Bretanha apontou que 40% dos turistas que viajam à região estão em busca de trilhas de caminhada. Eles gastaram, em média, 60 euros por dia. Já, em 2016 na Espanha, segundo dados do Anuário de Estatística Desportiva daquele país, as caminhadas em trilha são o terceiro esporte mais popular, com 4 milhões de praticantes.

Na Europa, o Sistema Europeu de Trilhas de Longo Curso, denominadas “E”, conta com doze rotas internacionais (E1 a E12), que juntas somam 55.000 km. Cada “E” tem mais de 3.000 quilômetros que mantêm ao longo de seu traçado a padronização da sinalização e manejo. Cada uma delas, entretanto, se subdivide em trechos menores, sendo formada pela soma de várias trilhas de longo curso regionais, com governança e estratégias de marketing e geração de emprego e renda próprias, em uma sequência na qual o fim de uma trilha regional coincide com o início da trilha regional subsequente.

A mais famosa delas, o Caminho de Santigo, no nordeste da Espanha, percorrido em 2017 por 301 mil caminhantes, sustenta uma vasta rede de pequenos albergues, restaurantes e lojas de equipamentos, com seus benefícios espalhados ao longo de centenas de quilômetros.

As trilhas são integradas à economia local, gerando emprego e renda, considerando que, em média, a cada 15km é necessário encontrar, para quem caminha, um ponto de pernoite, alimentação, além de local para comprar equipamento. Assim, as trilhas tornam-se corredores ecológicos e de geração de renda.

SERVIÇO

O QUÊ: Webinar ‘Diálogos Criativos na Amazônia’

DESTAQUE: Apresentação do ‘Caminhos do Rio Negro/Rede Trilhas’

QUANDO:  30 de novembro

HORA: 9h às 17h (hora Manaus)

INSCRIÇÕES GRATUITAS: https://forms.gle/bH2NhpcZu5imaVXN7

O QUÊ: Webinar ‘Laboratório de Turismo na Amazônia’

DESTAQUE: Lançamento do site ‘Viver Amazônia’

QUANDO:  01 de dezembro

HORA: 9h às 12h (hora Manaus)

INSCRIÇÕES GRATUITAS: https://forms.gle/ARAmGc99HQFGwroN7

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