Trailer oficial do ‘Porta dos Fundos’, recebe mais de 11 mil deslikes

Foto: reprodução

Repetindo o segmento do ano passado, o grupo de humor ‘Porta dos Fundos‘ apresenta mais uma produção de Natal com a Netflix: ‘A primeira tentação de Cristo‘.

O trailer oficial lançado há três semanas foi divulgado no canal da Netflix no YouTube, e tem gerado reações negativas, críticas e mais de 11 mil deslikes.

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Lançado na plataforma de streaming no dia 3 de dezembro, o filme insinua uma relação amorosa entre Jesus e Satanás e ainda sugere que Deus, Maria e José formariam um triângulo amoroso. Diante disso, representantes de grupo religiosos têm manifestado publicamente suas insatisfações aos temas abordados.

Em repúdio à produção, o ator espírita Carlos Vereza expos sua ira ao grupo, por meio de suas redes sociais: “Vocês são safos, descolados, sub imitação dos filmes trash-refuse-pornô, supostos pós-modernos num país em eterno subdesenvolvimento. Idiotas pretensiosos, estafetas da Nova Ordem Mundial, que têm como pauta, desde a Escola de Frankfurt, a desconstrução da família e da religião. Nada de novo no front: fazer paródia de Jesus gay e de esquerda, talvez para sublimar desejos e inclinações mal resolvidas”, disse o ator.

O especial de Natal desse ano, foi lançado uma semana após o grupo vencer o Emmy Internacional com o filme ‘Se Beber, Não Ceia’ do ano passado, que também recebeu várias críticas ao fazer uma paródia da última Ceia de Cristo, interpretado por Fábio Porchat, com mais de 44 mil deslikes no canal do ‘Porta dos Fundos’.

O vice-presidente da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP), o advogado Paulo Henrique Cremoneze classifica as duas obras como algo desrespeitoso, agressivo e que tangencia a fronteira tênue da intolerância religiosa. Ele acredita que o filme agride a liberdade de expressão e que não é salvo conduto para abusos e atos blasfemos, moralmente condenáveis e absolutamente desrespeitosos.

“Uma garantia constitucional não pode jamais ferir outra. A atitude do Porta dos Fundos fere a liberdade religiosa e deforma profundamente o autêntico conceito de arte. Os cristãos de todas as confissões devem se unir em defesa dos valores fundamentais da fé e expor seu veemente repúdio ao filme, ao Porta dos Fundos e a própria Netflix”, disse.

Paulo Henrique salientou que convoca os cristãos a exporem seu descontentamento e até mesmo a boicotarem a Netflix e demais empresas que tenham esses humoristas como garotos propaganda. Ele acredita que a Palavra de Deus deve ser defendida e o respeito ao sagrado deve ser preservado.

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O presidente da Religious Freedom Business Foundation, empresa que atua há quatro anos resolvendo problemas causados por restrições e hostilidades religiosas, o advogado Ricardo Cerqueira Leite destaca que a Constituição assegura o direito à liberdade religiosa. Mas, a  partir do momento em que uma obra, ofende diretamente a crença de outras pessoas, existe um excesso que insulta a tradição do país.

“O Brasil é um povo de maioria cristã e a obra ofende essa crença porque os princípios e os valores pregados e ensinados pelo Cristianismo não estão alinhados com essa prática. Há, naturalmente, por trás de uma ideia de um direito de liberdade de expressão, uma ofensa muito grave aos costumes cristãos. Por isso, entendo que se trata sim de um ato de intolerância religiosa travestido de liberdade de expressão”, comenta o advogado.

Ricardo Cerqueira também explica que o Ministério Público tem poder para propor uma ação civil pública e pode exigir a retirada do filme e a proibição de sua exibição fundada no elemento intolerância.

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