‘The Economist’ repercute desmatamento na Amazônia e critica atual governo

‘The Economist’ repercute desmatamento na Amazônia e critica atual governo
Foto: Daniel Beltra/Greenpeace

O Governo brasileiro está sendo criticado pelas declarações de Jair Bolsonaro durante a semana. Na última quinta-feira (1), a revista internacional ‘The Economist’ publicou um dossiê sobre o desflorestamento da Amazônia – no qual foi comparada com uma área do tamanho da Turquia.

A revista relata que, desde janeiro, mais de 4.300 quilômetros quadrados foram desmatados, resultando em um acréscimo de 0,6⁰C na temperatura local da região. Além disto, a publicação reforça que o recorde do desmatamento será ultrapassado na atual administração de Bolsonaro.

O texto ainda informa que a situação ambiental teve inicio no governo de Dilma Roussef (2011-2014) com a flexibilização do Código Florestal, auxiliado por um corte de 72% na verba de proteção à Amazônia.

“Depois de um esforço governamental de 7 anos para retardar a destruição da floresta, o desmatamento voltou a crescer em 2013 devido ao enfraquecimento da fiscalização e da anistia dos desmatadores no ano passado”, relata a reportagem.

Ainda segundo o ‘The Economist’, o atual presidente é imprudente sobre as questões, ressaltando que “sem dúvida, o chefe de Estado mais perigoso em termos ambientais do mundo”. A matéria sugere que “o Brasil tem o poder de salvar a maior floresta tropical da Terra ou destruí-la” e aconselha com algumas soluções para suspender essa situação.

“Empresas de alimentos, pressionadas pelos consumidores, devem rejeitar a soja e a carne produzidas em terras amazônicas exploradas ilegalmente. Os parceiros comerciais do Brasil devem fazer acordos contingentes de seu bom comportamento.

O acordo alcançado em junho pela União Europeia e pelo Mercosul, do qual o Brasil é o maior membro, já inclui dispositivos para proteger a floresta tropical. Aplicá-los é esmagadoramente do interesse das partes. O mesmo vale para a China, que está preocupada com o aquecimento global e precisa da agricultura brasileira para alimentar sua pecuária”.

Texto: Tiago Gomes

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