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26 de janeiro de 2021
Meio ambiente

Simulação de incêndios na Floresta Amazônica para clipe musical gera conflitos

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No município de Presidente Figueiredo (a 127 quilômetros de Manaus), no Km 13 da Estrada do Distrito de Balbina, a ‘Maria Farinha Filmes e Produções Ltda’ provocou simulação de incêndio nas proximidades do município. Segundo os produtores, o objetivo da simulação era produzir um clipe musical que sediará a abertura do Rock In Rio 2019, nos dias 27 a 29 de setembro.

A equipe paulista montou o Set de Filmagem usando de materiais como fumaça artificial, lançadores de fumaça, fogueiras, com madeira cedida por um agricultor de uma propriedade particular local, para dar a ideia de um incêndio na Floresta Amazônica, como tem acontecido nos últimos dias.

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Lançador de fumaça artificial – foto: divulgação

A Maria Farinha Filmes conseguiu, além dos materiais, a licença de permissão para a filmagem, por meio do secretário de Turismo de Presidente Figueiredo, Paulo Lins. Segundo ele, a licença seria para filmar a cachoeira e as cavernas turísticas do Maroaga e a Gruta da Judéia, além de Samaúmeiras da região do município de Presidente Figueiredo.

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Contrato de prestação de serviço – foto: recorte/divulgação

Na última quinta-feira (12), o secretário comentou a indignação à respeito das atividades da equipe, sugerindo a apreensão do equipamento e inquérito contra o crime ambiental e uma possível armação contra o Presidente da República, Jair Bolsonaro. “Esse pessoal enganou todo mundo lá, disseram que iam fazer uma filmagem na caverna aí foram para um sítio, desmataram, tocaram fogo e passaram a filmar a queimada. A gente desconfia que isso é para alguma ONG Internacional ou política contra o Bolsonaro, o meio ambiente suspendeu a licença de filmagem, autuou os responsáveis e o delegado parece que vai instaurar inquérito”.

O delegado do município, Valdenei Silva, foi de encontro ao local e, após esclarecimentos e o relato do roteiro do filme, informou que não existe nada ilegal na filmagem e a equipe continuou com as gravações do clipe. De acordo com Valdenei Silva, também estavam presentes no local um Batalhão Ambiental, Bombeiros com equipamentos próprios para incêndio, um tenente do Exército e uma equipe pronta para qualquer emergência em casos de propagação do fogo.

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Delegado Valdenei Silva abordando os responsáveis pela filmagens – foto: divulgação

Nesta segunda-feira (16) o senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou que fará uma apuração do caso. “De acordo com informações que nós recebemos de autoridades do município, a produtora pediu apenas licença para filmar cachoeiras e cavernas. A equipe de produção não relatou que pretendia realizar um incêndio voluntário para uma gravação para ser usada de maneira artística”, frisou o senador. “Vou fazer a denúncia na tribuna do Senado nesta terça-feira e pedir providências aos órgãos fiscalizadores. Se for confirmado, é um ato da mais alta gravidade”, destacou.

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