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22 de abril de 2021
Política

Sem dinheiro para o 13º, deputados aprovam PEC para usar recursos da Afeam

Afeam

Nesta quinta-feira (10), por 18 votos a 1, foi aprovada a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que permite o remanejamento de R$ 300 milhões, da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), para efetuar o pagamento do 13º aos servidores públicos estaduais. Os deputados sugeriram o projeto após o Governo do Amazonas ter revelado a falta de recursos para pagá-los.

Sem dinheiro para o 13º, o Governo fecha o ano com a receita acima de R$ 19 bilhões, R$ 2 bilhões a mais que o calculado no início do ano. Com todo esse valor arrecadado durante o ano, não ter como pagar o salário dos funcionários é sinônimo de negligência, má administração e irresponsabilidade fiscal por parte do governador Wilson Lima e de toda a classe política que representa do Estado.

Os deputados Abdala Fraxe, Alessandra Campelo, Álvaro Campelo, Augusto Ferraz, Cabo Maciel, Carlinhos Bessa, Delegado Péricles, Dermilson Chagas, Dr. Gomes, Dra. Mayara, Fausto Jr., Joana D’arc, João Luiz, Josué Neto, Ricardo Nicolau, Roberto Cidade, Saullo Vianna e Sinésio Campos votaram a favor da PEC. Já Adjuto Afonso, Therezinha Ruiz, Belarmino Lins, Felipe Souza e Serafim Correa se ausentaram.

Apenas o deputado Wilker Barreto foi oposição e falou sobre a possibilidade da medida causar um transtorno nos pagamentos da Afeam. “Voto contra o açodamento. A parcela do 13º só é em novembro. Tínhamos tempo para discutir. Como vai ficar a vida de 200 servidores da Afeam?”, criticou o parlamentar acerca do processo de urgência da PEC, que chegou à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta terça-feira (08).

Afeam
Foto: reprodução/Facebook

É a quinta vez que o Governo pede ajuda da Afeam, por intermédio da Aleam, para contornar rombos públicos. A primeira foi a usar recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para pagar dívidas na área da saúde.

Desgoverno

Com a proposta inicial de trazer uma ‘nova’ política, o governo de Wilson Lima tem mostrado ser mais um com a velha política e com falta de compromisso com a população.  Nos últimos 10 meses desde a sua posse, a dificuldade em negociar e tomar decisões tem sido o ponto alto de sua gestão.

A greve geral dos educadores do Estado, que durou mais de 30 dias, e o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), são só alguns exemplos disso.

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