Rayner Vinicius é enterrado após quase um ano

Apesar de estarem sepultando o corpo do adolescente, a família ainda espera uma investigação da Polícia Civil do Amazonas. 

Após quase um ano de angústia, e sofrimento os familiares do jovem Rayner Vinicius, que tinha 15 anos, prestaram as últimas homenagens e deram o último adeus ao adolescente neste domingo (8).

O velório do jovem foi realizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada na rua Vale do Sol, no bairro Lírio do Vale, Zona Oeste de Manaus.

Às 15h o cortejo saiu em direção ao Cemitério Parque Recanto da Paz, no Km 13 da estrada Manoel Urbano, no município de Iranduba, onde aconteceu o sepultamento.

O drama teve fim após os resultados de exames de DNA, realizados nos restos mortais no Instituto Médico Legal (IML), confirmarem que as ossadas encontradas na praia da Ponta Negra, nos dias 7 e 16 de outubro deste ano, eram de Rayner Vinícius.

Rayner Vinícius
Foto divulgação

“Os restos mortais foram entregues à família na sexta-feira. Houve uma pequena demora porque a equipe do IML teve dificuldades com o material coletado na segunda parte da ossada encontrada, que eram insuficientes, mas depois foi constatado que se tratavam dos ossos do Rayner”, informou uma amiga da família.

O velório do jovem foi custeado com o apoio de pessoas próximas e empresas que se sensibilizam com a tragédia e ajudaram por meio de uma rifa solidaria, realizada pela família.

A amiga da família relatou, ainda, que a mãe de Rayner Vinícius, a dona de casa Maria Antônia da Silva, está inconformada e sofrendo com a perda do jovem. “Ela tenta entender que Deus precisou do filho dela, mas ainda está muito abalada, chora bastante. Infelizmente é o sentimento de qualquer mãe que perde um filho”, contou a mulher.

Investigação

Apesar de estarem sepultando o corpo do adolescente, a família ainda espera uma investigação da Polícia Civil do Amazonas.

“Infelizmente o laudo não deu para apontar as causas da morte. Não tinha mais corpo. Então é complicado apontar as causas. Ficamos sem resposta, não sabemos se as investigações vão continuar, mas esperamos que o caso não fique impune”, disse a amiga da família.

Entenda o caso

jovem desapareceu após sair de casa no dia 16 de dezembro de 2018, para ir caminhar na praia da Ponta Negra. Na ocasião, segundo testemunhas, Rayner teria entrado na água para tomar banho e depois se afogado. Esta versão foi apresentada à polícia, dias depois, após a polícia identificar um grupo de venezuelanos que estavam em posse dos objetos pessoais do adolescente, como o telefone celular e um par de tênis.
À época, os venezuelanos foram ouvidos pela delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que não identificou indícios da participação dos estrangeiros no sumiço.

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