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7 de maio de 2021
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Profissionais da imprensa contam desafios e observações durante pandemia

Entre os profissionais da linha de frente na pandemia, estão os profissionais da imprensa. São pessoas em ação que mantêm a população informada do que está acontecendo pelo mundo. Um dos assuntos das informações mais atuais é sobre o efeito do coronavírus em diversos setores sociais. Mas como será que é o impacto da pandemia da covid-19 aos profissionais da imprensa?

Pensando nisso, o Amazônia Press conversou com três personagens jornalistas da capital do Amazonas. Eles são Iolanda Ventura, de 24 anos e moradora do bairro Colônia Santo Antônio, Maysa Leão, de 32 anos e residente do bairro Aleixo, e George Dantas, de 24 anos e habitante do bairro Flores. Os três contaram para a equipe do portal sobre os desafios que enfrentaram durante a pandemia e também o que veem no cuidado dos jornalistas com a própria saúde.

Acompanhamento de fatos na pandemia é preocupação de jornalista

Iolanda vê como desafio o acompanhamento de todas as informações possíveis sobre a pandemia, algo que é exigido pela natureza da profissão. “O desafio que tive como profissional de imprensa desde o início da pandemia foi ter que acompanhar constantemente tudo sobre a pandemia, não ter a liberdade de me alienar por um tempo pelo bem da minha saúde mental. A profissão exige isso, que estejamos antenados e desde que começou tudo isso, muita coisa já aconteceu”, destacou a jornalista.

Ela também lembrou de um momento marcante na pandemia, a crise do oxigênio na cidade de Manaus. “Para mim, o dia que mais me esgotou foi 14 de janeiro, que marcou a crise do oxigênio em Manaus. Nesse dia e nos que se seguiram o que mais senti foi impotência”, relatou Iolanda Ventura. A jornalista também vê, como profissional, que a imprensa ter acompanhado esse fato foi muito importante, para mostrar a severidade da doença e também para as autoridades verem a urgência de planejamento para lidar com a covid-19. “Como expectadora, teria por um momento me desligado de tudo porque foi doloroso ver tantos relatos tristes”, disse Iolanda.

Quanto aos cuidados dos jornalistas com a própria saúde, a jornalista de 24 anos acredita que a discussão sobre a saúde mental do profissional de comunicação ganhou destaque. Na pandemia da covid-19, para Iolanda, tornou-se um tema importante a ser debatido.

O desafio de uma jornalista em tornar matérias únicas com a linguagem

Já tendo trabalhado em home office em plena pandemia, a jornalista Maysa Leão vê como desafio nessa época em tornar matérias únicas com relação a covid-19. “Era difícil entrevistar as pessoas só por ligação ou WhatsApp, elas ficavam muito lacônicas ou não se envolviam, às vezes resolviam seus problemas e te respondiam de forma fragmentada, incompleta, vazia. Empobrecia o discurso e tornava toda matéria sobre Covid-19 muito semelhante umas às outras, só mudava o foco ou a especialidade”, comentou ela com o Amazônia Press. 

Jornalista vê prevenção como importante em seu depoimento

Para George Dantas, quem estava presente na segunda onda da pandemia na cidade amazonense, foi complicado. “Desde que começou a pandemia, eu estava em uma grande parte dela desempregado. Eu tinha optado pelos estudos e largar um pouco da linha de  frente do jornalismo”, contextualizou o jornalista de 24 anos. “Eu voltei para o  jornalismo em dezembro do ano de 2020 e peguei de cara a segunda onda. Eu estava direto no hospital, fazendo linha de frente no hospital. Então, cara, foi muito desafiador, primeiro pelo meu tempo de distância do jornalismo e segundo por ninguém esperar o que aconteceu”, relatou George ao Amazônia Press.

Ele também relatou seus dilemas, como a preocupação em contaminar a sua família. “E principalmente eu peguei o pior momento da pandemia de cara, eu estava todo dia no hospital, então eu tinha medo de contaminar minha família. Eu andava com duas máscaras, é sufocante, mas ainda assim é melhor do que pegar covid. Usava face shield que dava dor de cabeça pra caramba, mas principalmente o medo de chegar em casa a noite com qualquer mínimo sintoma!”, disse George Dantas. O jornalista completou o seu relato. “Eu, minha família, qualquer um posso contaminar… foi muito louca a minha volta para a Comunicação, principalmente porque eu peguei o ápice da segunda onda de cara!”, disse em seu depoimento.

George fez observações quanto aos cuidados de jornalistas que ele via. “E infelizmente não são todos que estão se cuidando assim! Muitos com máscaras frouxas, contato direto sem uso de álcool gel, exposição de aglomeração, principalmente para quem fazia polícia, o que não era meu caso. Que eu acho que quem faz polícia foi quem mais sofreu nessa pandemia por conta da exposição que sofria, porque sempre quando morre alguém, as pessoas vão pra a rua, então já aglomerava por aí, então é muito complicado”, considerou o jovem jornalista.

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