Fotos – João Viana / Semcom

Prefeitura de Manaus realizou, nesta sexta-feira, 1°/12, a entrega de ajuda humanitária à 43ª comunidade, das 81 mapeadas para recebimento de ajuda humanitária na segunda fase da operação “Estiagem”. Dessa vez, as 25 famílias da comunidade São Pedro, situada no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste da capital, receberam cestas básicas e água potável entregues pela equipe da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg).

Sob o comando do secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil Municipal, Gladiston Silva, as equipes chegaram à comunidade por volta das 10h30, após uma hora via terrestre, dez minutos de travessia em uma lancha com motor rabeta e meia hora de caminhada.

“A ajuda humanitária está chegando às comunidades ribeirinhas fortemente afetadas pela estiagem histórica. Cerca de 1.800 famílias já foram atendidas nesses primeiros dias da segunda fase da operação. Nos próximos dias, iremos concluir os trabalhos no rio Negro e pretendemos levar a ajuda humanitária às comunidades, dentro do perímetro urbano, e também no rio Amazonas”, afirmou Silva.

Morador da comunidade, o autônomo Pedro Encarnação, relatou que as famílias no local enfrentam dificuldades de logística em razão da seca histórica. “Moro há 32 anos na comunidade e é a primeira vez que um prefeito olhou pela gente no período de seca, porque todos os anos a gente passa pela mesma dificuldade nesse período. A gente levava meia hora para chegar na prainha e hoje, o mesmo percurso, dura, aproximadamente, uma hora e vinte minutos”.

Para a dona de casa Maria de Fátima Cândido, 57, a ajuda chegou em boa hora. “O rio está muito seco. A gente não consegue mais pescar. Essa cesta básica já vai garantir comida na minha casa nos próximos dias. Não tenho nem condições de carregar a cesta sozinha, por dois quilômetros. Pedi ajuda e vão me dar uma carona de rabeta”.

A segunda fase da operação “Estiagem” conta com o repasse, pelo governo federal, de R$ 3,6 milhões, via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Os trabalhos estão sendo capitaneados pela Semseg.

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Texto – Geanne Fernandes / Semseg