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7 de maio de 2021
Cidades

Prefeito David Almeida alega empresas responsáveis pelo viaduto do Manoa serão notificadas por falhas na obra do complexo

Prefeito David Almeida alega que obra do viaduto do Manoa está inacabada e empresas responsáveis ser

Foto: Ruan Souza / Semcom

*colaboração de Adriano Fernandes

O prefeito de Manaus, David Almeida e o vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, Marcos Rotta, anunciaram durante coletiva sobre a situação atual do complexo viário Professora Isabel Victoria, localizado na avenida Max Teixeira, na entrada do conjunto Manoa, Cidade Nova, zona Norte, que irão notificar as empresas J Nasser Engenharia Ltda e Construtora Soma Ltda, responsáveis pela construção do complexo viário por se recusarem a realizar as adequações necessárias para garantir a trafegabilidade segura no viaduto.

De acordo com o prefeito, o viaduto precisará ser fechado em função dos problemas que foram encontrados em relação às questões técnicas. David Almeida pontuou que o viaduto está inacabado e a empresa responsável pela obra decidiu por conta própria, dar os ajustes como concluídos e abriu para o tráfego.

“Já notificamos as empresas para que façam a conclusão dos ajustes. Existe a necessidade de prolongamento da rampa Oeste, para que diminua a inclinação de 12%, para 9% de acordo com as normas técnicas, para que o equipamento seja liberado para o tráfego. Carros pequenos trafegam, porém uma obra, que custou R$ 48 milhões  e que não permite que ônibus e caminhões trafeguem pelo local, se torna uma obra ineficiente. Uma obra extremamente importante, diga-se de passagem, uma obra gigante. Não vou deixar passar nada. Eu sou fiscal da prefeitura e vou continuar fiscalizando todas as obras”, disse o prefeito.

Em março deste ano, a prefeitura informou que as empresas J Nasser Engenharia Ltda e Construtora Soma Ltda, que formam o consórcio para construção do viaduto, fariam os reparos recomendados pelo Crea-AM, logo após uma reunião com seus representantes, mas ainda que haja um acordo assinado, as empresas não cumpriram com os reparos de falhas graves na obra.

O vice-prefeito e secretário da Seminf, Marcos Rotta, reforçou que as empresas serão chamadas nesta quinta-feira a cumprirem um novo prazo para entregar a obra com segurança à população de Manaus.

O viaduto está interditado desde 1º/1, após ser entregue pelo ex-prefeito com uma série de problemas estruturais e de segurança. Na última segunda-feira, 19/4, o local passou por testes de trafegabilidade, para avaliar a estrutura, de maneira controlada, não atendendo às exigências técnicas e de segurança.

De acordo com Rotta, a justificativa para a recusa dos empresários do consórcio não se justifica, pois as empresas estão cientes das falhas técnicas, tendo eles se comprometido em realizar as adequações necessárias. 

“Nos causou surpresa a posição do Consórcio de Empresas responsável pela obra, sobretudo do senhor José Nasser, que assinou a ata concordando com o laudo técnico emitido pelo Crea-AM.  Foi feito o ajuste de parte das exigências técnicas apontadas no laudo em uma cabeceira da pista, mas não foi feito o prolongamento da cabeceira no outro sentido da pista, ou seja, não foram atendidas as demais exigências previstas no laudo. Nós hoje oficializamos o consórcio para que a obra seja retomada, sob pena das sanções administrativas previstas, inclusive, no contrato. Nós vamos chamar as empresas que integram o consórcio, para que seja estipulado um prazo”, afirmou Rotta.

Técnica

O engenheiro Claudinei da Silva, que é presidente da Comissão Interinstitucional de Apuração de Obras em Conclusão (Caoc), explicou as inadequações encontradas pelas equipes da prefeitura no viaduto. De acordo com ele, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) também participou do processo de alinhamento entre as empresas e a prefeitura e ainda hoje o órgão de controle deve se manifestar.

“A topografia do complexo apresentou 11,5% em um dos lados, e somente serão aceitos os serviços após nova topografia a ser executada pela própria Seminf, onde as rampas das cabeceiras deverão apresentar no máximo 9%, ponto imprescindível para recebimento dos serviços e com limitação da velocidade máxima para 50 km/h, conforme estabelecido no Manual do Projeto Geométrico da Travessia Urbana do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte, o DNIT, caso contrário não há condições de liberamos a obra com segurança”, afirmou Silva.

Fonte: com informações da Seminf*

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