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24 de outubro de 2020
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Polícia Civil deflagra a “Operação Mamon” e faz Mega apreensão

Uma mega operação denominada de “Operação Mamon” foi deflagrada pela  Polícia Civil, na manhã de Segunda feira (28), e fez uma grande apreensão de entorpecentes, bens e dinheiro em espécie. Todo material foi exposto na Delegacia Geral da Polícia Civil, na Avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, zona Centro Oeste da capital.

No total 6 toneladas de entorpecentes, R$ 3 milhões em espécie, 20 veículos de luxo, 2 balsas, 1 jetsky, jóias, e uma lancha. A apreensão rendeu um prejuízo de R$ 100 milhões a organização criminosa.

Também foram presas 10 pessoas, mas o foco da polícia era um narcotraficante conhecido pela alcunha de ‘Gilson ou RDK’, que se passava por empresário e tinha o nome limpo. Trabalhava com conexões, e a distribuição não incluía a região Norte.

As investigações da operação duraram três meses. O alvo da mercadoria seria as regiões Sudeste, Nordeste,Sul e Centro Sul, além dos países da América do Sul. Todos os integrantes foram presos. Dentre os veículos apreendidos estavam os carros das marcas Evoque, Audi, BMW, Hilux, Ranger, S-10 e T-Cross

Modus Operandi

As drogas não tinham como destino o estado do Amazonas, mas os municípios de Manaquiri, Barreirinha e Japurá foram locais de grande apreensão de entorpecentes.

O autor se apresentava como empresário da rede de supermercados, e seus bens eram no nome de “laranjas”. Sua residência ficava próximo a barreira em um condomínio na zona Norte, bairro Santa Etelvina.

O delegado declarou “Ele era muito reservado, mas mexia com muito dinheiro. Apenas na casa dele havia R$ 3 milhões armazenados em caixas de papelão.Ele é um braço forte do Brasil com a Colômbia. Essa operação foi uma das maiores do Norte”, concluíu.

A grande estrutura estava no município de Manaquiri. Ele atuava há 10 anos, sem suspeita. A lavagem de dinheiro era feita pelos ‘laranjas’ e a manutenção da rota do trafico nos municípios e outras regiões do país.

“Ele atuava de forma discreta, pois não havia caído no radar da polícia”, afirmou a titular da Delegacia Geral de Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz Moreira

As investigações

Segundo informações do delegado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) Rafael Allemand ‘As drogas eram armazenadas em Manaquiri e chegaram até os criminosos por meio de um áudio com a denúncia anônima’. 

O  delegado do grupo FERA, Juan Valério, relatou que em Manaquiri, armas também foram apreendidas em poder dos traficantes, durante a abordagem.

“Nossa maior preocupação era fazer a operação de maneira sincronizada, pois tínhamos também outras operações em Japurá e Manaquiri. A  equipe de policiais encontrou parte da quadrilha em uma área rural.

Eles entraram no imóvel e os encontraram cheios de seguranças, que tentaram atirar contra a equipe, mas foram presos em flagrante. O armamento era de grande poder de fogo”, informou o delegado Juan Valério. 

O nome ‘Operação Mamon’, faz alusão ao dinheiro,a cobiça e  à ganância. Entende-se que foi apresentado grandes quantidades de dinheiro em espécie, durante as apreensões.

Segundo o delegado Allemand, corria muito dinheiro “Durante as investigações detectamos que realmente, ele mexia com muito dinheiro e contava com informações das polícias de outros estados, como Pernambuco. O narcotraficante era ganancioso e migrou do empresariado para trabalhar com drogas”.

Para a quadrilha serão imputados os seguintes crimes: tráfico de drogas, organização criminosa, tráfico e lavagem de capitais.

Foto: Portal Caboco

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