Passo a Paço: ocupação cultural, tradição e identidade regional

Foto: Victória Cavalcante

Passo a Paço 2019, iniciou nesta quinta-feira (5),  com atrações que valorizam a cultura amazônica e resgatam a história política de Manaus.

O evento se trata de uma ocupação cultural do Centro Histórico de Manaus , principalmente do Museu Municipal, o Paço, local que conta a história da cidade, explorando os sentidos por meio de sons, imagens e artigos regionais, fazendo um paralelo entre a tecnologia e tradição.

‘O Mercado’ trabalha a percepção e os sentidos com artigos que são rotineiramente encontrados no Mercado Municipal Adolpho Lisboa – foto: Victória Cavalcante

O administrador do Museu, Leonardo Novellino explicou que “a História se revela para provocar mudanças de atitude, e isso o Brasil está desesperadamente necessitado. Por isso, o Museu aberto seis dias na semana, em horários alternativos, está pronto para agendamento, também é militância e a conquista de um mundo melhor.

O Passo a Paço também tem espaço para música, gastronomia, teatro, exposição e dança. A valorização da cultura regional está ligada aos artistas que tem raízes no rock, axé, samba e outros ritmos .

‘Samba no Salto’, cantor Sinézio Rolim ressalta pluralidade da mulher brasileira – foto: Victória Cavalcante

“Meu trabalho começa com a forma como eu me visto, como me penteio, como me maquio, como eu canto. E esse show inspirado nas mulheres, que se chama ‘Samba no salto’, foi inspirado nas mulheres ancestrais da minha família, as mulheres negras, as mulheres trans, as mulheres em geral. É importante tocar em pontos sociais. Mesmo sendo só o assunto da mulher, eu sei que dentro desse assunto, tocamos em vários outros pontos, promovendo uma reflexão que vai além da cultura”, destaca o cantor Sinézio Rolim.

A diversidade de gênero, de ritmos e principalmente temáticas ambientais e de autoaceitação, estão fortemente presentes na programação.

O cearense Brito Júnior revelou que esse  “é o primeiro ano que participo, acho muito importante e de profunda riqueza, esse evento promover a cultura local, sendo uma data que comemora o dia da Amazônia, o Amazonas como categoria de província e claro, o Aniversário de Manaus”.

Garis da Alegria, animadores conscientizando períodos festivos. Foto: Victória Cavalcante

Além da grande festa, existe um grupo de profissionais que se preocupa com a higiene e bem estar da população.  Os ‘Garis da Alegria’, tem como objetivo passar informações sobre a coleta seletiva, com  brincadeiras e educação ambiental por meio de músicas.

Um dos integrantes da equipe, Alan Silva, conhecido como Gari Cantor, relatou: “O grupo surgiu com uma brincadeira em 2005, na comunidade Nossa Senhora do Livramento,  do outro lado do rio, quando chegamos lá,  fazia três meses que o carro do lixo não passava, então começamos a cantar músicas para não jogarem lixo no chão”.

“Sujar e não limpar, não pode! Se sujar, tem que limpar. Nós fazemos nossa parte e esperamos que todos também façam a sua, assim a festa fica mais bonita”, acrescentou o palhaço conhecido como ‘Gari Maluco’.

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