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22 de abril de 2021
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Padre Robson é acusado de desviar dinheiro de doações dos fiéis

O padre Robson de Oliveira está sendo denunciado no Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelos crimes de organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro doado por fiéis.

Segundo a denúncia que consta MP, o padre teria comprado uma casa no valor de R$ 1,1 milhão com dinheiro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A casa foi dada para os pais do padre, mas foi comprada por uma mulher que está sendo apontada como ‘laranja’.

Outras 17 pessoas são suspeitas de participar do esquema e foram citadas no documento do MP-GO. 

A denúncia resultou da Operação Vendilhões, que cumpriu mandados em agosto deste ano para apurar o desvio dos donativos. De acordo com as investigações, o padre Robson que é ex-reitor da Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade, usou as doações para comprar bens como fazendas no valor de R$ 90 milhões e casa na praia na Bahia. Mas na verdade, o dinheiro devia ser usado para a construção da nova basílica, que ainda está em fase inicial de obras, em Trindade. 

O padre é apontado como integrante de uma organização criminosa empresarial que se utilizava de associações e empresas para realizar apropriações indébitas, falsidades ideológicas e lavagem de capitais em benefício próprio. Ele teria desviado recursos recolhidos em nome das associações de caráter religioso e com a finalidade declarada de construção de uma basílica.

A investigação aponta que o sacerdote teria se apropriado indevidamente de mais R$ 7,9 milhões das associações Pai Eterno e Perpétuo Socorro, por exemplo, entre 2015 e 2016, em favor de familiares. Consta na denúncia que o religioso, em diversas oportunidades, deixou evidente que tratava como particular o patrimônio da Afipe e das outras duas associações criadas para receber dinheiro de fiéis. 

O padre nega ter cometido qualquer ato ilícito, e o advogado de defesa do padre, Pedro Paulo de Medeiros, diz que não há nada de novo, “além das mesmas tentativas do Ministério Público em querer opinar sobre assuntos internos de uma entidade privada”. 

Fonte: G1

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