Inaugurada na tarde de ontem, usuários não se convencem com valor gasto pela prefeitura em construção de estação de ônibus

Foto: Victória Cavalcante

A estação de ônibus do complexo turístico Ponta Negra, tem dado o que falar, a obra que foi construída com o valor de R$207.000,00 e tem dividido opiniões de trabalhadores da região, visitantes e frequentadores.
Para a moradora do bairro Ponta Negra, Andressa Ramos de 24 anos, é um ponto positivo pois obras como essa, são importantes para a geração de empregos na cidade e que será melhor para quem usa ônibus pois agora essas pessoas tem uma área coberta para poder esperar.

Segundo afirmações da prefeitura de Manaus, uma das justificativas para esse valor, são os materiais sofisticados que foram usados na construção. Mas para os usuários de ônibus, não há diferenças entre essa estação e as paradas de ônibus convencionais. Enquanto isso, está sendo feita mais uma obra próxima à estação, o Centro de Atendimento ao Turista(CAT), onde consta na placa de licenciamento, o custo de R$406.017,36. Somando as duas aplicações, são mais de meio milhão de reais.

Foto: Victória Cavalcante

Em entrevista, Jorge Luís, Alzira da Conceição e Leda Conceição, visitantes que vieram do Rio de Janeiro, comentaram: “Na cidade que moramos, não existem paradas tão caras”, acrescentando: “O que realmente falta em Manaus, é ser investido em segurança, essa semana, em pleno centro da cidade, tinha um rapaz armado”.

Para Joice Sampaio: “Se o prefeito e a secretaria dessem uma volta pela cidade, em bairros  da zona leste e zona norte por exemplo, encontrariam vários pontos de ônibus que nem cobertura tem, ou não tem nenhuma estrutura para quem precisa do transporte público. Eu não concordo, eu acho que não chega a esse valor, no fundo todo mundo faz manifestações, até nas redes sociais, mas a gente tem que aceitar, a gente aceita”.

A pergunta que fica em nossas mentes, é como mais de de R$600.000,00 foram gastos em duas obras simples? Aplicando no contexto social, esse dinheiro equivale ao preço da construção de 10 casas populares em diversos bairros da cidade, ou 2 casas e 2 apartamentos financiados dentro de condomínios fechados.

Uma das promessas para as obras, é de que elas seriam integradas, e observando o local, é notório que elas tem uma certa distancia e nenhuma interação. Além do mais, o prefeito de Manaus também disse diversas vezes que a estação de embarque e desembarque de passageiros não é como uma parada de ônibus comum, uma vez que ela possui 5 vezes maior tamanho, o que não é verdade, em relação as convencionais, pode-se afirmar que ela corresponde a no máximo 3.

Foto: Victória Cavalcante

Alguns dos trabalhadores de barracas instaladas na praia, estão incomodados com a falta de investimento na área, por exemplo o Igor Monteiro de 26 anos, comentou: “Chegamos a pagar uma outorga de quase R$2.000, somando de todos os vendedores, dá mais de 100 mil reais, dinheiro esse, em que não vemos retorno, pois nós mesmos trazemos nossas barracas e materiais, não entendo o motivo de ser tão caro, se a noite, nem temos uma boa iluminação”.

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