O distrito de Cacau Pirêra pede socorro com a subida das águas do rio

Sou Roberto Rivelino F. Pontes, 47 Anos Casado Pós Graduado em Gerenciamento de Projetos, Formado em Administração pela Uninorte Atualmente Secretário Geral do CNLB* – Manaus, Organismo da Arquidiocese de Manaus Conselho Nacional do Laicato do Brasil*
Sou Roberto Rivelino F. Pontes, 47 Anos Casado Pós Graduado em Gerenciamento de Projetos, Formado em Administração pela Uninorte Atualmente Secretário Geral do CNLB* – Manaus, Organismo da Arquidiocese de Manaus e Conselho Nacional do Laicato do Brasil*. Foto: Francisco Araújo

Da enchente
De frente para Manaus, na outra margem do Rio, o distrito de Cacau Pirêra pertencente à Iranduba, tem sofrido com a subida do nível do Rio Negro. Não é de hoje, que esse fenômeno da subida das águas é conhecido por todos, pelos Gestores Municipais e principalmente pelos que mais sofrem, aqueles que vivem as margens do rio negro e Solimões em casebres de madeiras, com toda falta de infraestrutura e de saneamento básico.

As prefeituras comprometidas com o bem-estar de sua população, e sabendo do ciclo anual da subida das águas, se antecipam, montam estratégias meses antes, para que as águas mesmo avançando na direção das residências não causem prejuízos maiores. A saída encontrada é construir pontes de madeira para que os moradores dessas localidades possam ter o seu direito de ir vir garantido. A defesa Civil de cada Município é responsável em fazer esse cadastro, e mapear as áreas mais críticas e assoladas pelas enchentes, elaborando relatório técnico que possa evidenciar um cenário de calamidade, e assim minimizar os riscos com as subidas das águas com um decreto do executivo municipal, possibilitando chegar com mais rapidez, os recursos financeiros que serão revestidos em ajuda humanitária.

Em Manaus, a Defesa Civil começou a monitorar essas comunidades, que moram as as margens dos igarapés e no entorno da cidade em janeiro deste ano, e hoje já toma medidas para dar suporte, com o Decreto de situação de emergência, pois a cota de emergência do Rio Negro ultrapassou os 29 metros.

Defesa Civil de Iranduba
A defesa civil de Iranduba na pessoa do coordenador Cleuson Carneiro tem buscado ajuda humanitária, em parceria com a defesa Civil do Estado. De acordo com uma moradora do Nova Veneza à senhora Diana Sanches Jardim, relata que o senhor Cleuson já esteve nas áreas afetadas pelas inundações no Cacau Pirêra, identificando os pontos críticos, fazendo o cadastro e construindo em “algumas partes” pontes. A grande questão é, que não tem sido suficiente, não se tem madeira para que se construa pontes permanentes, e que possam ser aumentadas – as pontes sobre pontes – e as famosas “marombas” – que elevam os pisos das casas inundadas – visando acompanhar à subida das águas. Bairros como cidade nova, aguas claras e nova Veneza sofrem com a falta de recursos por parte da Prefeitura de Iranduba para os socorrê-los. Indagado por moradores, que as pontes construídas pela defesa civil de Iranduba, já estão submersas. O senhor Cleuson lamentou dizendo: “Não posso fazer mais nada”, e disse ainda, que já repassou a situação para o Prefeito Chico Doído, e que o mesmo, aguarda recursos oriundos de Manaus.

Enquanto isso, alunos já não estão indo para escola, pois não conseguem sair de casa. Outros moradores estão se mudando para casa de parentes, pois suas casas estão completamente inundadas, e em boa parte nem ponte existem. E o meio de acesso encontrado é somente por intermédio de canoas! Literalmente, boa parte das casas do Cacau Pirêra estão dentro d’água. O descaso com Iranduba torna-se mais evidente, nessas épocas de cheia dos rios, quando os políticos não podem entrar com seus sapatos e tênis de elevador valor, não ruas sem asfalto e submersas de água, dejetos e resíduos domésticos que chamamos de lixo. Agora, o que temos muito são desculpas, que nada pode se fazer e ninguém assume a responsabilidade de resolver.

Em 2020 teremos eleições municipais em Iranduba, será que o Cacau Pirêra tem jeito?

O distrito de Cacau Pirêra pede socorro com a subida das águas do rio
O distrito de Cacau Pirêra pede socorro com a subida das águas do rio. Foto: Roberto Rivelino

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