No Dia da Amazônia o planeta clama por preservação

Vista aérea de áreas queimadas e focos de incêndio na Amazônia, na cidade de Porto Velho, Rondônia - foto: Victor Moriyama/Greenpeace

Dia da Amazônia é comemorado nesta quinta-feira (5) e no dia 21 é Dia da Árvore. As datas foram criadas com o intuito de conscientizar a sociedade acerca da importância da biodiversidade para o planeta. O mês é voltado para a preservação do meio ambiente e da Floresta Amazônica mas, ultimamente, o mundo se deparou com inúmeros desafios para preservá-los. 

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia é um dos maiores patrimônios naturais do planeta e tem o maior número de incêndios florestais, os quais podem causar mudanças devastadoras e irreversíveis. As queimadas tem origem, na maioria das vezes, por meio de ações humanas que tem o objetivo de abrir espaço na floresta para o agronegócio. No entanto, essa é a primeira vez na história em que um presidente da república é visto usando um discurso antiambientalista e radical acerca da temática.

De acordo com pesquisa realizada nos dias 29 e 30 de agosto pelo Datafolha, a gestão de Jair Bolsonaro no combate às queimadas e ao desmatamento é vista como ruim ou péssima por 51% dos brasileiros. No atual Governo, o número de multas obtidas por crimes ambientais diminuiu cerca de 29% em comparação ao mesmo período de 2018.

No final do ano passado, Bolsonaro disse que não permitiria que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) saísse multando “a torto e a direito” e que a “festa das multas” de órgãos ambientais iria acabar. Para ele, a aplicação delas atrapalham os empresários e produtores brasileiros.

Em entrevista coletiva da cúpula do G7, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que esteve com o líder indígena Caiapó, Raoni Metuktire. Segundo Raoni, “Bolsonaro incitou agricultores e empresas mineradoras a incendiarem a Amazônia”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil registrou 72,8 mil focos de incêndio até agosto deste ano. O sul do Amazonas concentra cerca de 85% das ocorrências dos focos registrados no sistema de monitoramento Estadual. Em média, 95% da produção madeireira acontece por meio da exploração predatória.

Foram registrados 30.901 focos de incêndio até este sábado (31), uma alta de 196% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Em Manaus, nos dia 5 e 6 de setembro, acontecerá o 1º Fórum de Cidades Amazônicas. No evento, serão debatidos por especialistas e autoridades o desenvolvimento sustentável na floresta quando se trata de mudanças climáticas. O evento aberto ao público será das 8h às 12h, no Pavilhão Princesa Isabel, Porto de Manaus, localizado no Centro da capital amazonense. Interessados em participar podem se inscrever pelo site da Semmas.

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