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16 de janeiro de 2021
Destaques Saúde

Na rede: o Dia Internacional para Eliminação de Violência contra as Mulheres

Realizado pela prefeitura de Manaus, nesta quarta-feira (25), o encontro virtual em alusão ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Todo ano a data é  celebrada no dia 25 de novembro, e desta vez, uma web conferência sobre a importância da Atenção Primária em Saúde (APS) nesse processo.

Esteve à frente do  evento a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que este ano tratou a temática “O papel do profissional de saúde da APS e o enfrentamento da violência contra as mulheres”.

Os dados do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis), da Maternidade Moura Tapajós, no bairro da Compensa, zona Oeste, lugar especifico, que acolhe e oferece assistência às mulheres que enfrentaram essa situação, revelam que, 90% das vítimas são adolescentes e crianças.

Francisca Sonja Ale Girão Farias, gerente da Rede Cegonha da Semsa, falou sobre a vulnerabilidade desta faixa etária.

 “A violência nessa faixa etária é chamada de violência crônica, uma violência que acontece há muitos anos. Crianças e adolescentes, na concepção dos intimidadores, são mais fáceis de controlar psicologicamente por ainda estarem em fase de desenvolvimento”, esclarece.

Segundo Sonja, a violência psicológica, tão recorrente quanto a física, faz com que as denúncia não sejam expressivas, sendo o principal fator pelo qual muitas das vítimas se calam.

 “A violência psicológica está muito presente na violência doméstica, pois a vítima, com frequência, convive próxima a seu agressor”, alertou.

O trabalho desenvolvido pelo  Savvis, na maternidade Moura Tapajós, não está restrito ao dia, mas atende em qualquer momento. Inclusive o atendimento não restringe uma idade as mulheres vitimadas por esse crime.

 “Quando falamos de violência, tanto física quanto sexual, estudos mostram que os agressores são principalmente uma pessoa próxima, íntima, que tem acesso regular à vítima e consegue influenciar a sua mente, para que ela não o denuncie. Devido aos maus-tratos físicos e psicológicos constantes, a mulher acaba construindo barreiras e guarda, muitas vezes por anos, o crime consigo mesma”, observou a gerente da Rede Cegonha da Semsa.

Foto: Portal CM7

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