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22 de abril de 2021
Destaques Saúde

“Morreu gente no Amazonas com leitos clínicos sobrando no Delphina”, constata deputado

Nesta quarta-feira (26), quatro depoimentos de servidoras estaduais foram obtidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Ao deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), o que foi ouvido das testemunhas comprovam irregularidades na gestão do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz.

As servidoras (Ana Paula Lemes, Ana Liz Barroso, Virgínia Andrade e Rosângela Lima) do Estado são ligadas ao contrato de gestão do instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o hospital e pronto-socorro. O deputado estadual viu em informações de seus depoimentos que o modelo de gestão firmado pelo governo de Wilson Lima na unidade hospitalar contém inconstâncias. Em sua visão, também há comprovação da falta total de controle da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) na fiscalização da prestação de serviços.

“Esse contrato da OS para administrar o Delphina é a coisa mais absurda do mundo, ninguém tem controle de nada, ninguém sabe quem são os prestadores de serviços, o Governo paga por serviços que não são prestados em sua totalidade e todo mundo com cara de paisagem achando que está tudo bem. É afrontoso e revoltante o que esta CPI está revelando para a sociedade”, disse o deputado.

Outra das irregularidades constatadas pelos membros da CPI foi o pagamento de R$ 16.902.698 mensais, a partir de 1º de abril, referentes ao quarto termo aditivo para o combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entretanto, o hospital nunca funcionou em sua totalidade, prestando apenas 70% dos serviços, de acordo com o que indicou Wilker. “Foi pago na integralidade, mas que devolveu apenas 70% dos serviços prestados. Morreu gente no Amazonas com leitos clínicos sobrando no Delphina. Aquele sofrimento todo do povo do Amazonas, enquanto o Governo pagou milhões à OS”, destacou Barreto.

Em nota da Assessoria de Comunicação da Susam para o portal Amazônia Press, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que todos os questionamentos serão respondidos no âmbito da CPI. Ainda assim, a Susam reforçou que todos os contratos de prestação de serviço e compra de equipamentos e insumos, realizados no âmbito da Saúde, estão sob revisão da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da secretaria. Caso seja identificada alguma inconsistência entre os serviços prestados e o que foi pago, ainda de acordo com a Secom, os valores serão devolvidos, conforme está previsto no contrato entre a OS e a secretaria. Ainda conforme a nota da Susam, o Governo do Amazonas tem atuado com transparência e prestado todos os esclarecimentos sempre que demandado. 

Fontes: Assessoria de Imprensa de Wilker Barreto e Secretaria de Comunicação Social

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Redacao

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