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Em audiência de instrução direcionada aos influenciadores digitais investigados por esquema de rifas ilegais na Internet, na Operação Dracma da Polícia Civil, mais uma vez a Justiça do Amazonas negou um novo pedido de liberdade feito pela defesa do influencer João Lucas da Silva Alves, conhecido como “Lucas Picolé”. A decisão foi da juíza Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins, nesta sexta-feira (1º).

A magistrada com parecer favorável do promotor de justiça, negou por risco de reiteração delitiva, como forma de garantia da ordem pública, pois Lucas Picolé foi novamente preso por descumprimento de medidas cautelares impostas pela justiça.

A audiência de instrução foi realizada por videoconferência com a magistrada presente na sala de audiência e com a participação de um promotor do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM).

Além de “Lucas Picolé”, participaram da audiência os réus Isabelly Aurora Simplício Souza, Enzo Felipe da Silva Oliveira, Paulo Victor Monteiro Bastos, Flávia Ketlen Matos da Silva, Aynara Ramilly Oliveira da Silva, Isabel Cristina Lopes Simplício e Marcos Vinícius Alves Maquiné.

Na sessão foram ouvidas duas vítimas e uma testemunha de acusação, com a audiência sendo suspensa e com continuidade marcada para 5 de abril deste ano, pois uma vítima não compareceu, embora tenha sido intimada.  No mesmo dia, os réus devem ser ouvidos.

A PC-AM apurou que parte dos prêmios das rifas e sorteios já são comprados em nome dos ganhadores antes mesmo deles ocorrerem, levando a crer que em alguns casos o próprio ganhador tem participação no esquema criminoso.

Caso sejam condenados, eles podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e estelionato.

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