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26 de outubro de 2020
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Grupo de apoio de mulheres com câncer divulga solidariedade

Nesta semana, o Amazônia Press conversou com uma das integrantes do Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (Gamma Amazônia) sobre o voluntariado desenvolvido para as mulheres e as pessoas que enfrentam o câncer. Claudia Alencar, de 56 anos, considera que sempre trabalhou com serviço voluntário e ela conta um pouco de sua história no Gamma Amazônia.

Histórico do Gamma

O Gamma Amazônia foi fundado, relata Claudia, pela atual presidente Oriona Ohse. Em 2009, Oriona havia sido diagnosticada com o câncer já com metáfase. Ela passou por todo o processo da aceitação e da não aceitação. Na parte da não aceitação, houve a perda da mama. Na época, Oriona não aceitava muito, uma visão bem diferente da que ela tem atualmente. Depois do tratamento e do sofrimento, processos também vividos na pele de Claudia, Oriona resolveu ter uma mama de tecido e começou a presentear algumas pacientes em situação similar a dela dentro do Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Na época, através da conversa com algumas pessoas, Oriona fundou o grupo de apoio.

Hoje em dia, o Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia trabalha com mamas de tecido, bazar, um banco de perucas, distribuição de acessórios, cursos de elevação de autoestima, artesanato e atividades recreativas. Além disso, elas realizam palestras, eventos e atividades diversas voltadas para a prevenção e a disseminação de informações sobre o câncer.

Claudia e o Gamma

Em 2016, a amazonense Claudia Alencar foi diagnosticada em Brasília com câncer de mama. Ela estava na capital do país a trabalho junto com o esposo. Quando ela terminou de fazer uma combinação de quimioterapia e radioterapia, eles resolveram voltar para Manaus. Ela sempre trabalhou com voluntariado e, depois do diagnóstico, Claudia passou a colocar as pessoas com câncer como prioridade. Antes de chegar em Manaus, ela havia tomado conhecimento do Gamma. Em sua chegada na capital amazonense, ela já procurava o grupo de apoio.

Junto ao Gamma, ela trabalha com a parte de humanização, com as perucas e a parte da beleza e da animação. O grupo faz momento de oração, conversa e faz diálogos com pessoas que recebem o diagnóstico na hora. “O nosso objetivo é fazer da nossa dor um alerta para as mulheres da prevenção e também mostrar que, mesmo com o câncer, a gente continua sendo mulher, continua sendo feminina. E que o mundo não parou, a vida continua. No caso de nós que temos o diagnóstico, houve uma freada. Só que a gente tem que aproveitar essa freada e se renovar, se descobrir. Eu mesma me descobri com várias profissões que estou até hoje”, disse Claudia para o Amazônia Press.

Como a sociedade pode contribuir com o Gamma?

“A gente vive de doação”, contou a voluntária Claudia, “A gente recebe doação para doar. Ou seja, a gente precisa de ajuda para poder ajudar. Mas nós temos aqui no nosso espaço que fica na frente do FCecon, nós temos uma casa que a gente paga o aluguel. Então, nessa época agora, tá sendo muito difícil porque nós tínhamos o bazar e esse bazar foi fechado, pois ele ficava dentro do FCecon. Mas nós recebemos todo tipo de doação”. O Gamma possui uma conta para depósito de doação em dinheiro. O grupo possui uma lista com as pessoas necessitadas, algumas vezes por leite ou roupa ou outros materiais, e distribui o que tem.

Contato do Gamma:

  • E-mail [email protected]
  • Telefones – (92) 99405-5520/ (92) 98164-4282
  • Facebook – facebook.com/gammaamazonia

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