Caso de grávida que morreu no hospital Hapvida continua sem solução

Faltou mais comprometimento com ela sendo uma paciente de alto risco.

Familiares mostra imagem do trato que o hospital deu a paciente Márcia Dayane Cabral, que veio a óbito por complicações no parto. Foto: arquivo da família

Já se passaram mais de 15 dias desde a morte de Márcia Dayane Cabral de 38 anos, que estava com 28 semanas de gestação.

Márcia morreu após um procedimento pós-parto após ter sido internada no hospital Rio Amazonas da rede Hapvida.

A família ainda em choque pelo ocorrido, pede por justiça pela morte de Márcia e de sua filha.

Em uma conversa exclusiva com o irmão da vítima, Márcio Fonseca, à produção do portal Amazônia Press, ele diz que o hospital demorou a atender a grávida e culpa o hospital pela morte.

“Faltou mais comprometimento com ela sendo uma paciente de alto risco. Quando ela foi a primeira vez que estava se sentindo mal no dia 12/10 (sábado), classificaram ela com faixa amarela. E sem contar no dia 16/10 a demora pra fazer o procedimento de cesária de emergência, foram quase 3 horas de espera”.

Márcio relata que no dia do velório a equipe do hospital foi a encontro da família mas não resolveram nada, apenas aceleraram a entrega do prontuário médico de Márcia, depois disso não houve contato.

A gestante chegou a fazer várias transfusões de sangue. Ela chegou a sofrer cinco paradas cardíacas e morreu por volta de 1h10 da manhã, por conta da hemorragia intensa, conforme aponta o atestado de óbito.

A certidão de óbito de Márcia declara que a causa da morte foram complicações no parto, complicações de procedimentos e atonia uterina.

A atonia uterina significa a perda de tônus muscular do útero e é caracterizada pela incapacidade do órgão de se contrair após o parto.

Como consequência deste quadro, os vasos sanguíneos também não se contraem e podem causar sangramentos volumosos na região em que a placenta se soltou.

Segundo familiares, a direção do hospital Hapvida resolveu transferir o corpo, por volta de 1h30, na tentativa de abafar o caso e não manchar a imagem do hospital.

Márcio relata que a equipe que procurou a família estava bastante preocupada com a repercussão do caso. “Eles ficaram desesperados com as notícias. Sendo que quem estava sendo exposta era minha irmã”

A equipe do portal Amazônia Press entrou em contato com a assessoria de comunicação da Hapvida em Manaus para saber mais detalhes sobre o caso, mas não obteve retorno até o exato momento.

Leia mais sobre esse caso: https://amazoniapress.com.br/gravida-morre/

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