Estudantes criticam e cobram melhor planejamento urbano em Manaus

Foto: divulgação

Estudantes promoveram um debate na manhã desta sexta-feira (8), dentro da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sobre os problemas de infraestrutura, e políticas públicas em Manaus. Na oportunidade, especialistas da área e representantes de movimentos sociais explicaram acerca de vários pontos de vista.

A iniciativa é uma comemoração do Dia Mundial do Urbanismo, que foi palco para o tema entitulado ‘A Manaus que queremos‘, cobrando eficiência na fiscalização da sociedade para que os governantes cumpram as leis, principalmente, o Plano Diretor.

Problemas como crescimento desorganizado, faltas de políticas públicas,  planejamento falho, transportes públicos quase sucateados, e a carência em saneamento e habitação foram apontados como os maiores fatores que impedem o desenvolvimento da cidade.

O professor doutor em Geografia da Ufam, Marcos Castro acredita no desenvolvimento de uma metrópole cidadã, onde a responsabilidade se aplica a todos e ressaltou que a maioria das cidades brasileiras crescem sem planejamento. “A cidade tem que ser uma política de Estado. Falta-nos isso no Brasil. Não nos faltam leis. O Plano de Diretor de Manaus, por exemplo, existe e tem seu valor, mas não é cumprido pelo Poder Público”, destacou o professor, acrescentando que faz parte da realidade os espaços públicos serem mal divididos, e que as cidades se tornam segregadas, onde “Os mais ricos se fecham em condomínios de luxo e os mais pobres em ocupações irregulares”.

Entre as perspectivas abordadas pelos participantes é a perversidade da atuação neoliberal, sempre lembrando das práticas de humanização, com projetos futuros que incluam os pobres e necessitados, lhes dando oportunidade de ter uma moradia digna e leis que realmente os amparem.

“Estamos aqui para falar e defender a pauta das mulheres. Não queremos somente lotes de terra, mas também urbanização. Por isso, defendemos a desapropriação de espaços sociais ociosos de Manaus, para que sejam transformados em moradia digna”, salientou a coordenadora do Movimento União Nacional por Moradia Popular, Cristiane Sales, explicando que as mulheres são as grandes chefes da família brasileira e as principais afeitadas pela falta de moradia.

Os estudantes demonstraram extrema indignação com respeito a linhas de ônibus oferecidas na capital, pois são diretamente afetados no cotidiano. Paôla Rodrigues, do Levante Popular da Juventude, disse: “Qual o projeto político de planejamento urbano? Falta de planejamento dentro das zonas periféricas, como espaços para reuniões, para ‘batalhas de rima’, para conversar. Temos que construir espaços educacionais e culturais dentro das cidades. Essas perspectivas assustam a juventude de dentro das escolas e das universidades. Fecham as portas, quando essas deveriam estar abertas. Estão jogando os jovens para a marginalidade. E precisamos lutar contra”.

A relevância de debates como esse dentro da Universidade é apreciada pelos acadêmicos, a reflexão que levam a sociedade é um fator fundamental para o desenvolvimento do cidadão, as escolhas de seus futuros governantes, e claro, o conhecimento de causas públicas.

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