CPI do BNDES é prorrogada por 60 dias: Ex presidentes Lula e Dilma podem ser ouvidos

CPI do BNDES
Foto: divulgação/ assessoria

Foi prorrogado por 60 dias o prazo de atuação da CPI do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que está investigando contratos assinados pela instituição entre os anos de 2003 a 2015, envolvendo obras no Brasil, Venezuela, Cuba e Angola. A prorrogação foi assinada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que estendeu a CPI até o dia 07 de agosto.

Criada na Câmara dos Deputados em abril deste ano, a CPI já ouviu políticos, empresários, publicitários e servidores públicos envolvidos na concessão de empréstimos para obras no Brasil e outros países.

Embora as investigações estejam em andamento, calcula-se que o BNDES tenha liberado financiamentos que ultrapassam R$ 500 bilhões para obras com suspeitas de corrupção e superfaturamento.

As investigações abrangem os governos dos ex presidentes Lula e Dilma Roussef, quando o BNDES financiou obras na Venezuela, Angola e Cuba.

O deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo Oliva (PSL) é membro da CPI e explica que as investigações estão em fase adiantada. “Já ouvimos o ex ministro Antônio Palocci, os marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura, além de ex diretores do BNDES”, explicou o deputado.

“Temos uma vasta documentação e depoimentos sobre os contratos do BNDES. A CPI chegou à fase final e não terminará em pizza”, afirmou Delegado Pablo.

Embora a Câmara dos Deputados entre em recesso nesta sexta-feira, a CPI continuará trabalhando. A comissão discute na próxima semana se convidará os ex presidentes Lula e Dilma Roussef a darem esclarecimentos sobre a gestão do BNDES em seus governos.

“A decisão será tomada pelos deputados que compõem a CPI. É importante darmos direito de defesa a todos os citados na investigação”, concluiu Pablo.

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