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22 de janeiro de 2021
Ciência e Tecnologia

Covid: Comorbidade aumenta em 5,5 vezes chances de quadro grave em criança

Covid: Comorbidade aumenta em 5,5 vezes chances de quadro grave em criança

Um estudo com pacientes de 1 mês de vida a 19 anos que ficaram internados por causa do novo coronavírus em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) apontou que ter alguma a comorbidade aumenta em 5,5 vezes conforme as chances de crianças e adolescentes evoluírem para casos graves de covid-19 em relação a pacientes saudáveis.

O estudo, realizado pelo Idor (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino) em parceria com 19 hospitais públicos e particulares do País, revelados ainda que sintomas gastrointestinais foram detectados nos pacientes que desenvolveram um SIM-P (síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica), quadro que pode afetar o coração e até levar à morte. Na pesquisa, publicada no Jornal de Pediatria, foram acompanhados 79 pacientes internados em hospitais do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará e Pará no período de 1º de março a 31 de maio.

) Coordenador de pesquisa em pediatria do IDOR, Arnaldo Prata Barbosa diz que, nas crianças e adolescentes, como comorbidades que levaram a casos graves, que necessitaram de mecânica, são diferentes das observadas em adultos.

“Das que conhecidas internadas, 41% tinha outras doenças crônicas e, junto a covid, tornam-se o quadro mais grave. Desses 41%, encontramos 30% com quadros neurológicos crônicos, casos de doenças crônicas respiratórias, como fibrose cística e asma sepultura, e também pacientes com câncer. O que chamou atenção no nosso estudo é que, ao contrário de outros estudos, obesidade e diabetes não foram comorbidades muito frequentes. A presença de comorbidades aumentou em 5,5 vezes como chances de ter uma doença (covid-19) mais grave “, disse o médico.

A maioria das crianças apresentam febre (76%) entre os sintomas. Tosse (51%) e respiração acelerada (50%) também foram criados. O tempo médio de internação foi de cinco dias e, dos 79 pacientes, 39% teve contato com casos suspeitos do vírus.

Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica

Segundo o coordenador da pesquisa, os pacientes internados em UTI podem ser divididos em dois grupos: os que separa a covid-19 em sua forma clássica, com manifestações respiratórias e que correspondeu a 87% dos pacientes, e os que manifestaram a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (13%).

“São grupos diferentes e com sintomas diferentes. Na cobertura clássica, os pacientes separados e febre. Essas crianças com a síndrome geral Febre com duração de quatro a cinco dias acompanhada de sinais gastrointestinais, como diarreia, vômito e dor de barriga. Crianças com febre sem causa aparente, que não passa e acima de 38 graus, prostração e esses sintomas devem ser levadas ao hospital para avaliar , porque os pais não conseguem perceber os problemas cardíacos que es sa síndrome causa. O coração sofre uma insuficiência cardíaca ou ocorre o choque, que é quando os batimentos do coração não conseguem levar o sangue para todos os órgãos. ”

Barbosa diz que a síndrome ocorre mais em meninos do que em meninas (três para um) e que se manifesta com mais frequência em crianças na faixa dos 5 anos. “Essa doença inflamatória ocorre em uma faixa etária maior, geralmente em torno de 5 anos, e uma diferença em relação à cobertura clássica , que se distribui (nas faixas etárias). Ela não é comum em crianças com menos de 1 ano. Das crianças internadas com a síndrome, 5% tinham menos de 1 anos. Na covida clássica, elas eram 25%. ”

O estudo ainda mostrou que as crianças com menos de 1 ano não correm mais risco de evoluir para quadros graves.” O que diferenciou o estudo dos internacionais é que não constatamos gravidade maior em bebês com menos de 1 ano. Tivemos crianças menores de 1 ano internadas, mas não foi um fator de risco. ”

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