O presidente do Conselho de Administração do Flamengo, Bernardo Amaral, autorizou o pedido de efeito suspensivo em recurso de Eduardo Bandeira de Mello, que havia sido punido com afastamento do quadro social e perda dos direitos políticos há três semanas, pelo mesmo Conselho. Agora, o futuro político de Bandeira de Mello ficará a cargo do Conselho Deliberativo do Flamengo. As informações são do blog da Gabriela Moreira, do portal “ge’.

Com a suspensão, Bandeira de Mello volta a estar apto para participar das eleições do clube que serão realizadas em dezembro. O ex-mandatário não será candidato à presidência, como afirmou após a decisão do Coad, em 16 de agosto, em votação com a presença de 84 conselheiros e 52 votos a favor.

Meus acusadores torturaram o estatuto do clube para encontrar uma forma de me alijar do quadro associativo e do processo eleitoral do Flamengo. Num processo com motivação política, fui punido por crime de opinião. Tenho orgulho de estar do lado oposto ao deles. Vou recorrer da decisão e tenho certeza que em dezembro estarei na Gávea para votar no meu candidato.


O inquérito foi aberto por conta de declarações de Bandeira de Mello, em 2020, nas quais afirma que o incêndio que vitimou 10 jovens das divisões de base “dificilmente teria acontecido em sua gestão”. E reforçou que “não ofendeu ninguém.”

A declaração de Bandeira de Mello se dá por conta do planejamento que havia em sua gestão, de que as divisões de base passassem a utilizar os alojamentos do módulo 1 do CT do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, a partir de janeiro de 2019, e não mais os contêineres. Em 8 de fevereiro de 2019, um incêndio atingiu uma das unidades e vitimou 10 atletas das divisões de base do clube.

Foto: Divulgação

Fonte: GE