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1 de dezembro de 2020
Mundo

Com termo ‘Obamagate’, Trump acusa Obama sem provas

Como de praxe, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apertou o gatilho e saiu disparando pelo Twitter. Desta vez, ele tinha um alvo específico: a reputação do ex-presidente americano Barack Obama.

Sem dar detalhes, Trump tuitou o termo “Obamagate”. Em seguida, ele disparou uma série de postagens acusando funcionários da administração Obama. Em um deles, um analista político do canal de TV Fox News afirma que o ex-presidente americano enviou cartas para o Arquivo Nacional pedindo confidencialidade para não liberar documentos relacionados a uma suposta relação do democrata Joe Biden com a Ucrânia.

Donald Trump não apresentou nenhuma prova para as acusações feitas online. O ataque dele aconteceu um dia depois do ex-presidente Obama fazer uma rara crítica ao atual governo dos Estados Unidos.

Ele classificou a resposta da Casa Branca ao novo coronavírus como “desastre absolutamente caótico”. A declaração, que foi confirmada por fontes à CNN, foi dada durante uma conversa online com ex-funcionários de Obama.

A porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany rebateu as críticas do ex-presidente. Em um comunicado enviado à CNN ela disse que a “resposta do presidente Trump ao novo coronavírus tem sido sem precedentes e salvou vidas americanas”.

O ataque de Donald Trump à Obama é uma tentativa de mudar o foco em relação à pandemia do novo coronavírus. Os Estados Unidos são o epicentro mundial da doença e sofrem com o impacto econômico da Covid-19 com mais 1,3 milhão de casos da doença e 79 mil mortes.

O país também registra o recorde de mais de 30 milhões de pessoas sem trabalho e o índice de desemprego pode chegar a 25%.

Donald Trump tem uma equação a solucionar que envolve administrar uma crise econômica e outra de saúde pública sem precedentes. Com as eleições de novembro se aproximando, ele tenta buscar um agente externo para desviar o foco de seu eleitorado para o tamanho do problema que os Estados Unidos têm pela frente.

Tem sido assim com as acusações de que a China teria criado o novo coronavírus em laboratório, algo refutado por especialistas em saúde pública e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É assim também quando o presidente americano dirige ataques ao seu antecessor sem apresentar provas ao seu eleitorado.

Por outro lado, o provável rival de rival de Donald Trump nas urnas, o democrata Joe Biden tenta ser uma opção aos americanos ao se apresentar como um líder que enfrentou uma crise global durante o colapso do sistema financeiro em 2008.

Com uma disputa eleitoral acirrada nos Estados Unidos, a pandemia novo coronavírus vai ditar as regras do jogo e exigir dos candidatos à Casa Branca a habilidade de liderança em tempos crise, algo em falta no cenário global atual.

Como tudo começou

Ainda na equipe de transição de Donald Trump em dezembro de 2016, o futuro conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Michael Flynn, conversou por telefone com o embaixador russo Sergey Kislyak. O diálogo foi interceptado pelo governo norte-americano. Entre os tópicos discutidos por Flynn e Kislyak estava a imposição de sanções econômicas contra a Rússia, que o ainda presidente Obama acabara de anunciar.

Essa ligação telefônica, que vazou por uma fonte do FBI ainda não identificada, foi o primeiro ingrediente para a história caudalosa de que Trump tinha relações espúrias com a Rússia. O empresário teria vencido as eleições dos EUA supostamente auxiliado pelo presidente Vladimir Putin. Com isso, montou-se um conselho especial para investigar a acusação imediatamente encampada pelo Partido Democrata. O ex-diretor do FBI Roberto Muller foi designado para essa tarefa.

Num artigo publicado pela colunista Ana Paula Henkel em que discorre acerca do caso, mais de 2 mil intimações foram feitas, 500 testemunhas ouvidas, 19 advogados contratados, 40 agentes de segurança do FBI ouvidos e US$ 35 milhões gastos. Não só, a imprensa lucrou com a história. O jornal Washington Post publicou 1.184 reportagens; e o New York Times, 1.156 matérias.

*  Com informações do Painel Político

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