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13 de julho de 2020
Cidades

Carreata é realizada como despedida a garoto morto pela própria mãe

Carreata

O menino Rafael Winques, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 deste mês, foi encontrado morto dentro de uma caixa de papelão com as mãos e pés amarrados na última segunda-feira (25), na cidade de Planalto, a 350 quilômetros de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A mãe da criança confessou a morte afirmando que deu remédio para acalmá-lo e que a morte foi sem intenção. De acordo com uma perícia preliminar, a criança teria sido estrangulada com uma corda.

Com o ocorrido, centenas de carros circularam pelas ruas do município como forma de uma carreata silenciosa levando balões brancos em homenagem à criança. A prefeitura decretou luto oficial por três dias. 

O velório aconteceu em meio à pandemia do novo coronavírus, mas com todos seguindo as medidas preventivas. Rafael foi enterrado no Cemitério Municipal. De acordo com Ivone Correa Machado, proprietária da funerária onde Rafael foi velado, a situação foi algo totalmente inesperado.

“Foi muito triste, o povo de Planalto se revoltou. A própria mãe fez isso com o filho. A gente não esperava. Ela pediu ajuda até no programa de televisão para achar o filho dela. Foi fria e depois descobriram que ela mesma matou”, disse.

O delegado do caso, Ercílio Carletti, relatou que era evidente que se tratava de um homicídio qualificado. “Quando vimos o corpo, percebemos que se tratava de um homicídio qualificado, e não [um homicídio] culposo”, ressaltou.

A mãe foi presa na segunda (25) e não esboçou emoção ao relatar o suposto sumiço da criança quando foi visitada em casa pela promotora Michele Taís Dumke Kufne, que está acompanhando o ocorrido. A visita aconteceu antes da confissão.

“O que me chamou muito atenção foi a falta de emoção da mãe quando ela relatou esses fatos [da noite do suposto desaparecimento]. Era uma coisa muito coerente, organizada. Em momento algum, do tempo que fiquei lá, uma hora e pouco, ela se emocionou, chorou ou esboçou sentimento”, destacou a promotora.

“Apesar de ter me chamado atenção, [a frieza] não foi um fator determinante em um primeiro momento porque ela poderia estar esgotada emocionalmente e sem conseguir esboçar reação”, completou.

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