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10 de julho de 2020
Saúde

Campanha da ANS reforça importância do parto normal

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou uma nova edição da campanha de mobilização para sensibilizar os planos de saúde, os médicos e as gestantes sobre a importância do parto normal e do respeito às fases da gestação, reforçando que a tomada de decisão nesse momento seja tomada em função da saúde da mãe e do bebê e não por conveniência.

O projeto Parto Adequado é uma parceria da ANS com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement. Ele é divulgado por meio do site da ANS e em suas redes sociais, onde a agência reforça informações sobre a importância do nascimento no tempo certo.

“A proposta da campanha é sensibilizar mães e profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. A escolha pelo tipo de parto deve sempre levar em consideração a saúde, já que os riscos associados à cesariana existem e podem resultar em problemas graves para mães e bebês, como complicações respiratórias, dificuldades para amamentar e infecções puerperais”, disse Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS. “É importante que a gestante se informe, busque apoio de especialistas para entender as opções e faça sua escolha de forma consciente. Cesáreas são importantes, mas quando há indicações clínicas”, acrescentou.

Um dos objetivos da campanha é reduzir as altas taxas de cesarianas no país e também melhorar a experiência da maternidade para mães e bebês. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice razoável de cesáreas é de 15% dos nascimentos. No Brasil, 55,6% do total de partos realizados anualmente são cirúrgicos e 83% deles são realizados por planos de saúde.

Segundo a ANS, o parto normal favorece o vínculo do bebê com a mãe, fortalece o sistema imunológico e melhora o ritmo cardíaco e o fluxo sanguíneo do bebê, além de favorecer o aleitamento e promover uma recuperação pós-parto mais rápida e menos dolorosa para a mãe.

Agência Brasil

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