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Manaus, BR
28 de novembro de 2020
Artigos Roberto Rivelino

Câmara Municipal de Manaus (CMM), traz à baila, a falta de cafezinho e caldinho aos ilustres vereadores de Manaus

 A casa do povo da cidade de Manaus, dentre tantos possíveis assuntos de relevância a serem discutidos pelos atuais vereadores, como – projetos e requerimentos – trouxe um assunto inusitado, a falta de café e caldinho.

Às vésperas das eleições municipais deste ano, vereadores demonstram o tamanho do seu empenho e objetividade com os assuntos importantes da cidade de Manaus, tal atitude torna-se evidente com o crescente descrédito da classe política em nosso pais e no estado das amazonas, deixando claro, que tal assunto e suas atuações, não preocupam vossas excelências.

Tudo começou com o discurso do vereador Isaac Tayah (DC), que reclamará da morosidade para apreciação no plenário dos projetos e requerimentos, logo em seguida, o vereador Diego Afonso (PDT) ratificou a preocupação com as deliberações dos projetos e foi além, relatando sua indignação com a falta de café e caldinho. Abre aspas “Não sou de ficar falando nos corredores, quero sugerir que o presidente reúna o colegiado, até para resolver questões internas, e aí, eu cito o exemplo, pois tenho visto os colegas vereadores fazendo cota para voltar o café ou o caldinho e não cabe a essa casa esse tipo de atitude. Eu prezo pela gestão da mesa diretora e sugiro que reúna o colegiado”, disse o parlamentar.

Com salários que chegam a R$15 mil, fora verbas de gabinetes e as regalias, o nobre vereador parece viver em uma bolha de soberba, o que retrata muito bem, o perfil dessa legislatura – sem generalizar – os vereadores de manaus possuem um passivo com população, quando deixam de fomentar políticas públicas urgentes para cidade com características de uma METRÓPOLE. Nesta mesma linha assuntos importantes de nossa cidade, foram negligenciados por essa casa, por conta da subserviência ao chefe do poder executivo. O Fato mais recente foi o arquivamento emblemático do BRT (Bus Rapid Transit) em 2019, que vem causando pressão sobre o sistema de transporte na cidade, dificultando a vida dos manauaras no seu ir e vir com seus veículos e aos usuários do transporte coletivo com uma frota sucateada. É lamentável ver que, desde de 2010 com a gestão Amazonino Mendes que se fala deste assunto, referente a mobilidade urbana na cidade de Manaus.

Em 2015 o atual prefeito Arthur Neto ressuscita esse assunto, quando visita Bogotá, prometendo a população manauara que em 2017 começariam as obras desse grande projeto de transporte de massa. Tudo não passou de promessas eleitoreiras à época, como a história pode comprovar.

A inauguração pomposa do complexo viário Ministro Roberto Campos avaliado em 64 milhões de reais, apesar da eliminação de 7 semáforos, não pode ser considerada a Maior Obra de Mobilidade Urbana de Manaus, pois só terá sua eficácia certamente como parte de uma ação muito maior de mobilidade urbana. Obviamente o BRT seria esse instrumento, que desafogaria o transito nos períodos críticos, possibilitando ao cidadão que tem seu veículo, deixá-lo em casa para usar esse sistema.

O eleitor por sua vez, terá oportunidade de aprender com seus próprios erros, estando em suas mãos novamente, o poder – através do voto –  de corrigir nas eleições em novembro próximo os rumos do executivo e legislativo na cidade de Manaus.

O processo democrático das eleições proporcionará, a escolha do futuro prefeito, que terá o desafio que desobstruir esses verdadeiros gargalos, que há décadas impedem a cidade de evoluir, precisamos de um gestor público de coragem, e uma câmara de vereadores isenta e independe para fiscalizar, legislando para preparar a cidade de Manaus, para o futuro de uma grande metrópole, e a mobilidade urbana é somente um deles. Escolhamos com consciência o próximo prefeito e vereadores de nossa cidade.

Sou Roberto Rivelino F. Pontes, 47 Anos Casado Pós Graduado em Gerenciamento de Projetos, Formado em Administração pela Uninorte Atualmente Secretário Geral do CNLB* – Manaus, Organismo da Arquidiocese de Manaus e Conselho Nacional do Laicato do Brasil. Foto: Antônio Pereira

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