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26 de fevereiro de 2021
Destaques Saúde

Bebês prematuros precisam de leitos em outros estados por falta de oxigênio

Um grito de socorro, ecoou no Brasil, para os bebês prematuros, que precisam de oxigênio e o estado do Amazonas não dispõe.

São pelo menos 60 bebês prematuros que precisam de transferência para leitos neonatal em outros estados. Eles estão internados em Manaus e correm o risco de ficar sem oxigênio, devido à escassez no estado.

Em resposta, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mostrou sensibilidade e prometeu acolher os bebês, mas fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

É uma realidade que precisa ser atendida, então o pedido para que governadores chequem se há leitos de internação neonatal disponíveis foi feito na manhã desta sexta-feira (15), requer solicitude e atenção de todos.

Carlos Lula, presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e secretário de saúde do Maranhão, confirma a necessidade de acolher os bebês.

O estado do Maranhão, já confirma o recebimento de cinco bebês. Os demais estados verificam a viabilidade de leitos para o recebimento, enquanto se define a logística para a transferência, e o que relata o presidente do Conass.

A pandemia do Covid-19 em Manaus, tem dados alarmantes. A escassez de insumos para o tratamento dos pacientes, é notória. Mortes são registradas e lamentos são ouvidos. Na manhã de quinta-feira (14), disparou o número de pedidos de oxigênio em todo Amazonas.

A cidade de Manaus apresentou estoque zero de oxigênio hospitalar em virtude do aumento da demanda provocado pela explosão de casos de Covid-19. O consumo do gás pelo menos triplicou nos últimos dias e nas últimas 24 horas, a cidade usou o estoque disponível para dez dias.

O caos se instalou de tal maneira que a necessidade de transferência de pacientes ficou latente. Entre os estados que irão receber pacientes estão o Maranhão, o Piauí e o Distrito Federal. Na manhã de sexta-feira (15), começaram a chegar os primeiros tanques de oxigênio transportados pela FAB.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em suas redes sociais que “todos os meios foram disponibilizados” para atender a população do Amazonas. Já o vice-presidente Hamilton Mourão disse que não era possível prever a crise por causa da nova variante do coronavírus descoberta em Manaus.

Como medida de conter a pandemia, o governador do Amazonas, Wilson Lima, decretou o lockdown na cidade, mas, protesto contra o governo pelo fechamento do comércio, fizeram com que voltasse atrás.

Foto: Bruno Kelly/Reuters

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