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5 de agosto de 2021
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Bastidores: ação inovadora “congela” elenco de Gênesis na Batalha de Hobá

Com efeitos visuais cinematográficos, a sequência inovadora que reproduziu a Batalha de Hobá tirou o fôlego do público e chamou a atenção na quinta fase da novela Gênesis.

As cenas mostraram Abrão e seus 318 homens contra o acampamento do rei Quedorlaomer, que reunia 3 mil homens. O confronto foi gravado em três dias dentro dos estúdios no Rio de Janeiro e teve um conceito diferente do que já foi usado na novela, já que os atores ficaram “congelados” durante a sequência para trazer ainda mais dramacidade.

Em entrevista ao site oficial, Anderson Paraná, supervisor de efeitos visuais da trama, contou detalhes da sequência que usou takes de computação gráfica e fez com que o elenco permanecesse na mesma posição por algum tempo (o que incluia até mesmo não piscar) para que fosse possível dar o efeito de congelamento enquanto a câmera circulava entre eles.

“A ideia foi trazer inovação. Nós definimos a gravação a partir de uma pré-visualização em 3D. Elegemos em cima das cenas 29 takes em uma sequência e seguimos para o estúdio, com storyboard [recurso semelhante a uma história em quadrinhos cuja função é ajudar a mostrar o que vai acontecer em cada take] e animatic [uma espécie de storyboard animado, no qual é possível inserir efeitos e calcular o tempo em que cada ação vai acontecer]. Também fizemos algumas reuniões de pré-produção e orientamos o elenco ao longo do processo da pré-gravação. O Vicente Guerra [assistente de direção do Edgar Miranda] mostrou ao elenco esses animatics e eles foram sensacionais, pegaram muito rápido e arrasaram! Tivemos que repetir poucas vezes, por serem takes longos [cenas longas], é normal um ou outro [ator] piscar”, disse.

Anderson ressaltou a parceria com o diretor-geral Edgard Miranda, que abraçou a ideia e buscou deixar os atores à vontade durante as gravações. Além disso, comentou que o elenco aderiu a ideia rapidamente.

“Uma coisa muito legal é que a gente e, principalmente, o Ed [Edgard Miranda] não engessamos eles em nenhum momento. Ele dava a direção e o próprio elenco já sabia o que tinha que fazer. Nesse tipo de efeito, que exige takes longos, é importante que o elenco se sinta confortável para segurar aquele tempo todo na mesma pose. Gravamos tudo em slow [câmera lenta] para poder fazer o ‘acelera e desacelera’ e dar dinâmica para a sequência”, contou.

Sobre a técnica utilizada, Anderson não escondeu a empolgação ao citar a equipe numerosa que fez parte do processo que envolveu gravação, edição e pós-produção.

“A pós-produção já estava brifada, separamos o que era 3D e rapidamente partimos para a composição. Após gravar e editar, tivemos que extrair e recriar aquele movimento de câmera no ambiente virtual, para assim colocarmos pedras flutuando, flechas, lanças e a essência que é o movimento só com a câmera e a atmosfera, tudo feito com o auxílio da computação gráfica. Costumo dizer que o dia para pós tem 24 horas. Então, nesse caso nós tivemos basicamente uma semana e foi feito de uma maneira muito dinâmica”, disse.

Para Anderson, a ideia inovadora abre caminho para novos conceitos e aprimoramento do que foi apresentado para o público. Além disso, adiantou que ainda estão programadas novas sequências que prometem deixar o telespectador ainda mais envolvido com a novela.

“Acho que o interessante foi a inovação na batalha, pois não vi nada parecido na dramaturgia”, encerrou.

Por R7 / Fotos: BLAD MENEGHEL/ RECORD TV 

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