Arthur Neto anuncia fechamento de Maternidade Moura Tapajós

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Foto: divulgação/Internet

Em pleno dia em que uma legislação brasileira que garante a proteção das mulheres, Lei Maria da Penha, completa 13 anos de vigor, novos tipos de violências vão surgindo contra à mulher amazonense. Nesta quarta-feira (7), o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), anunciou o fechamento da Maternidade Moura Tapajós para reforma. A maternidade é administrada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)

Para a deputada Alessandra Campêlo o fato divulgado é um crime que será cometido contra as mulheres pelo prefeito de Manaus. A parlamentar destaca o ato como “jogar contra a população, o prefeito fechar a única maternidade municipal “para criar o caos”.

Alessandra promete entrar com uma representação no Ministério Público. “A prefeitura tem dinheiro para alugar um prédio provisório e transferir a Moura Tapajós. Eles não podem simplesmente jogar toda a responsabilidade pro estado.

Enquanto isso no Estado

Já não bastasse o caos com que passa os hospitais e pronto-socorro da capital como foi detectado pelo deputado estadual Wilker Barreto (PHS), na tarde desta terça-feira (06).

O Hospital 28 de Agosto além da superlotação e o desespero de pacientes pela falta de cirurgiões vasculares e remédios. outro fato observado é o risco de contaminação e desespero de pacientes do Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Acompanhado da presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar, Wilker entrou pela primeira vez nas alas de saúde. Na unidade, o parlamentar viu de perto o sofrimento dos pacientes e a reclamação de médicos e enfermeiros.

“É um verdadeiro hospital de guerra. Não tem macas, todas estão ocupadas. Até as macas que o Samu utiliza estão com pacientes. Não tem cirurgiões cardiovasculares. Pacientes estão dormindo em cadeiras e em macas sem colchões. Salas com pacientes e acompanhantes em lotação máxima, sem falar no grande risco de contaminação. Os médicos e enfermeiros até tentam, mas não conseguem ajudar. Se chegar alguém para fazer cirurgia cardiovascular vai morrer, pois o governo cancelou o contrato com a empresa que realiza as cirurgias”, lamentou o parlamentar.

No setor de politrauma, acompanhantes e pacientes reclamaram da fila de espera para cirurgia. “Minha avó está aqui há dias precisando de uma cirurgia no fêmur. Não tem nem previsão. Ela vai ficar aqui mofando”, lamentou uma acompanhante que manteve o nome preservado.

“Isso é o reflexo das atitudes do governo que não olha para essas pessoas que estão aqui. Hoje foi uma enxurrada de reclamação e desespero. Senhoras idosas que estão há mais de 72 horas com problemas de saúde, aguardando atendimento e se recuperando sentadas em cadeiras de visitantes. As poltronas de repouso estão com uma espécie de caixa com tijolos para sustentar as pernas dos pacientes, condições higiênicas precárias, sem falar em apenas um banheiro pra atender 56 pacientes da sala de cirurgia e observação. Um verdadeiro caos”, reiterou Barreto.

Temos riscos de infecções altíssimas nos hospitais, não temos leitos de UTI disponíveis. É grave o que ocorre na saúde do Amazonas. O Hospital Delphina Aziz (Zona Norte) é um elefante branco. Não está sendo utilizado da forma correta e não desafoga o 28 de Agosto. A gente sai daqui quase chorando”, lamentou a presidente do Simeam.

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