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20 de outubro de 2020
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Amazônia tem ar agravado por fumaça das queimadas cheia de poluentes

O relatório publicado  pelo Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia (IPAM) com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e a Human Rights Watch ,na Quarta feira (26) revela que as queimadas associadas ao desmatamento desenfreado está deixando a qualidade do ar comprometida .

As queimadas vem afetando a saúde do povo da Amazônia brasileira, por causa do ar carregado , que estão intoxicando milhões de pessoas. Durante o período  de 2019 ao ano de 2020 foi observado um aumento drástico de áreas queimadas.

O relatório traz como título:  “O Ar é Insuportável: Os impactos das queimadas associadas ao desmatamento da Amazônia brasileira na saúde”, foi copilado a partir de dados oficiais, e demonstram que em 2019, foram  internadas 2.195 pessoas com problemas respiratórios.

Deste número, 500 eram de crianças com idade inferior a um  ano, e ainda mais de 1.000 pessoas com idade superior a 60 anos, o impacto das queimadas na saúde, considerando que todos estavam expostas a níveis nocivos de poluentes despejados na  atmosfera em função dos desmatamentos.

A diretora da Human Rights Watch no Brasil, Maria Laura Canineu, comentou: “Até que o Brasil efetivamente controle o desmatamento, podemos esperar que as queimadas continuem a cada ano, impulsionando a destruição da Amazônia e intoxicando o ar que milhões de brasileiros respiram”, conclui.

Em geral as queimadas ocorrem para preparar o terreno para pastagens, agricultura, ou ainda por grileiros. Tudo de forma ilegal, são portanto provocadas as derrubadas de árvores, no período que vai de Agosto a Setembro, considerados meses quentes e secos.

O ar fica carregado de um poluente responsável pelas doenças respiratórias e cardiovasculares, e podem alcançar morte prematura. Existe portanto um grupo seleto de pessoas em risco: As gestantes, idosos,crianças, e pessoas com problemas respiratórios.

O período de internação de uma pessoa afetada pela poluição do ar, é em média de 3 dias. Os dados coletados a partir de 67 funcionários de saúde, fazem saber que os danos vão muito além de internações, algumas nem mesmo chegam ao  hospital.

Segundo o diretor adjunto de um hospital infantil: “A patologia é mais grave conforme for menor a idade da criança”, e continuou,“Recém-nascidos prematuros, bebês que usaram aparelhos respiratórios, entre outros, são muito sensíveis a essas condições.”comentou.

O número de pessoas em Agosto de 2019, chega a quase 3 milhões em 90 municípios amazônicos, estas  estiveram exposto a grandes níveis de poluição do ar, acima do estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém os dados em Setembro do mesmo ano apontaram para 4,4 milhões de pessoas onde o número de município subiu para 168.

Observa-se que os desmatamentos ocorrem em geral em áreas indígenas, que destroem plantios e causam escassez de alimentos e ervas medicinais, além de fazer fugir a caça e causar danos a saúde.

Fonte e Foto: https://18horas.com.br/

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