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28 de novembro de 2020
Esportes

A prática do fisiculturismo no Amazonas

Contexto histórico

A primeira história relacionada ao fisiculturismo provém da Grécia antiga, com Milon de Crótona, atleta olímpico admirado por sua força e músculos. Em seu treino, Milon carregava um bezerro nas costas e, quanto mais o animal crescia, o corpo de Milon se adaptava ao peso e tamanho do animal. Neste treino ele aplicou uma lei da musculação conhecida como: “princípio da sobrecarga”, no qual, o alteta aumenta os pesos aos poucos promovendo a evolução fisiológica e anatômica dos músculos.

Em 1940 ocorreu o primeiro campeonato de fisiculturismo propriamente dito, tendo como vencedor, John Grimek, atleta que exibia volume, simetria, definição e proporção acima da média, no momento em que o esporte ainda não tinha parâmetros bem definidos para a competições. Neste mesmo ano, Joe Weider adere ao fisiculturismo após ler por acaso um artigo sobre halterofilismo e decide então, aplicar as técnicas para se proteger dos brigões da rua onde morava, em Montreal.

Posteriormente em 1965, Weider lança aquele que se tornou o maior campeonato de fisiculturismo do mundo, o Mister Olympia, cujo vencedor da primeira edição foi Larry Sott, porém, o atleta de maior destaque foi o ex-governador da Califórnia, Arnold Schwazenneger vencedor de 7 edições. Os atletas que mais receberam títulos nos palcos do Mister Olympia foram Lee Haney e Ronnie Coleman. Na edição 2018, tivemos um marco histórico do esporte com a vitória de Shawn Rhoden contra o invicto Phill Heath.

Brasil e Amazonas

Em 1947 o Brasil tem seu primeiro Campeonato de Musculação; o título ficou com o atleta Lourival dos Santos. Mas é na década de 80 que surgem grandes nomes do esporte como: Brás Antonio Silva, Ney Pradiee, Emilio Fontora, Frederico Bittar, Benedito Honório Gonçalves, Carmelo de Castro, Eduardo Cuadal, Ricardo Cruz, Luiz Otavio de Freitas entre outros.

Na década de 70, teve início o esporte no Estado do Amazonas, mas sua ascensão é bem mais recente. O cabo da Polícia Militar, Elianderson Freitas, 31 anos, tem se destacado como atleta amazonense de fisiculturismo, garantindo títulos à região e em nível nacional. Em entrevista para o portal amazoniapress.com.br, Elianderson nos falou sobre sua rotina e como concilia o esporte à sua profissão. “No começo foi bem difícil porque eu tirava serviço na rua e, com a escala de trabalho, era quase inviável ter descanso. Levava comigo as marmitas e me alimentava na viatura mesmo afim de cumprir o protocolo da minha preparação. Após conseguir alguns títulos, tive mais visibilidade e consegui o apoio do comando da Polícia Militar, quando fui transferido para o centro de educação física”.

Para Elianderson, o fisiculturismo mudou não somente a sua rotina, mas lhe trouxe qualidade de vida. Quando questionado sobre seu objetivo no esporte, informou que o auge no fisiculturismo será alcançar o 1º lugar no Arnold Classic Brasil.

Entrevistamos também Esaú Loureiro, 26 anos, que nos falou sobre a dificuldade que um atleta tem em início de carreira, “O fisiculturismo não é um esporte que você compete por dinheiro, mas por auto-realização. Contudo, olhando pelo lado financeiro é bem mais complicado para mim que estou iniciando a competir sem patrocínio, pois tudo é muito caro, alimentação, suplementos, inscrições, e isso acaba afetando o nosso emocional que não podemos nos dedicar exclusivamente ao esporte. Apesar disso, tive um grande apoio do meus amigos neste primeiro campeonato que participei e sou grato a eles por acreditarem no meu potencial”.

Esaú participou do seu primeiro campeonato em 2018, é estudante do curso de educação física e vê tanto no esporte quanto em sua formação acadêmica a oportunidade de promover qualidade de vida e bem estar a outras pessoas, e ele deixa um recadinho para nossos leitores que também anseiam em ser atletas fisiculturistas: “O fisiculturismo não é apenas glamour, e, para quem está iniciando, sempre vai ser difícil. Você precisa acreditar em si mesmo e correr atrás do seu sonho”.

Como o próprio nome sugere, Fisiculturismo é o culto ao corpo, a busca por um físico perfeito. Neste esporte não medem a força, o condicionamento físico ou a resistência, mas apenas se atentam à beleza estética do mesmo, ganhando o físico que melhor representar uma estátua grega.

Fotos: Acervo pessoal dos atletas

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2 Comentários

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Aderbal 7 de março de 2019 at 20:49

Ótima matéria. É muito bom ver que esse esporte está ganhando cada vez mais espaço. Parabéns aos profissionais ??

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Matheus da Silva Carvalho 8 de março de 2019 at 01:59

Físico dos bons aí Esaú???

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